ICEB retoma trajetória de crescimento no mês de abril

Publicado: 03/06/2013 Última atualização: 06/10/2026 às 09:49

O Índice de Confiança do Empresariado Baiano (ICEB) registra alta de 10,3 pontos e retoma trajetória de crescimento, após arrefecimento em março. Com 42,8 pontos o indicador permanece na zona de Otimismo Moderado. O índice avalia as expectativas dos sindicatos e associações de representantes do setor produtivo baiano e é calculado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia - SEI, autarquia da Secretaria do Planejamento, Seplan.



O Índice de Confiança do Empresariado Baiano (ICEB) registra alta de 10,3 pontos e retoma trajetória de crescimento, após arrefecimento em março. Com 42,8 pontos o indicador permanece na zona de Otimismo Moderado. O índice avalia as expectativas dos sindicatos e associações de representantes do setor produtivo baiano e é calculado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia - SEI, autarquia da Secretaria do Planejamento, Seplan.

Analisando os setores por atividade econômica, o setor de Serviços e Comércio mantém-se na zona de Otimismo Moderado, com melhora no indicador setorial em relação ao mês de março, o indicador apresentou variação positiva de 29,7 pontos e passa a registrar 117,6 pontos. A Indústria apresentou crescimento pelo segundo mês consecutivo, com variação positiva de 39,2 pontos em relação ao mês anterior. O indicador passou a registrar -61,7 pontos, mas permanece na zona de Pessimismo Moderado. Os representantes empresariais da Indústria têm apontado inquietação para o crédito e a taxa de juros nos próximos doze meses.

Já a Agropecuária apresentou o menor valor na série histórica para o setor, com queda de 229,2 pontos no indicador setorial o indicador passa a registrar -107,1 pontos e cai para a zona de Pessimismo Moderado, resultado de oscilações na expectativa dos empresários do setor, que demonstraram apreensão em relação à utilização da capacidade produtiva, situação financeira e abertura de novas unidades. Também há preocupação em relação às variáveis econômicas para o PIB estadual e nacional, assim como inflação e juros.

O questionário da Pesquisa de Confiança do Empresariado Baiano divide-se em duas partes: a primeira é referente às variáveis econômicas (PIB, câmbio, inflação e juros) e a segunda ao desempenho das empresas (vendas, crédito, situação financeira, emprego, capacidade produtiva, abertura de unidades). No mês de abril, as variáveis de desempenho das empresas continuam apresentando resultados melhores que as variáveis econômicas, exceto para a Indústria. No geral, as variáveis econômicas registraram -26,7 pontos, enquanto as de desempenho das empresas foram de 77,5 pontos.

A expectativa é de baixo crescimento econômico nacional e estadual

Para a expectativa do PIB Nacional para os próximos 12 meses, 69,2% acreditam no crescimento entre 1% e 2,9%, enquanto 19,2% dos representantes acreditam numa variação entre 0,9% e -1,0%. Já 7,7% dos entrevistados apontam que o país irá crescer entre 3% e 4,9%, e 3,9% creem em uma redução superior a 1%. Quanto ao PIB Estadual para os próximos 12 meses, verifica-se o mesmo comportamento para 69,2% dos entrevistados, que afirmaram crescimento entre 1% e 2,9% também para o PIB estadual. Para 19,2% dos entrevistados a expectativa é de uma variação entre -1% e 0,9%, 11,5% indicam que haverá crescimento entre 3% e 4,9%, enquanto 3,9% apontam em uma redução acima de 1,0% e também 3,9% dos entrevistados acreditam na possibilidade de crescimento acima de 5%. O nível de expectativa do empresariado baiano está de acordo com a estimativa da equipe de contas regionais da SEI, que prevê um crescimento de 2,5% para o PIB Estadual de 2013.

Empresários baianos divergem quanto à inflação e esperam aumento dos juros

Verificando as expectativas de Inflação para os próximos 12 meses, 46,2% dos empresários entrevistados afirmam que os preços estarão se afastando da estabilidade, contra 38,5% que apontam para uma tendência de estabilidade. Já 11,5% dos entrevistados afirmam que os preços estarão plenamente estáveis, contra apenas 3,9% que acreditam que os preços estarão extremamente instáveis. Em relação aos Juros, no que se refere à taxa Selic para os próximos 12 meses, 61,5% dos respondentes têm como expectativa variação entre -2 e 2 pontos percentuais, 30,8% indicam aumento entre 2 e 4 pontos percentuais e 7,7% apontam redução entre 2 e 4 pontos percentuais.

Desempenho das Empresas - Avaliando as expectativas de Vendas para os próximos 12 meses, 3,9% dos entrevistados acreditam que irão aumentar muito, 23,1% apontam aumentos razoáveis, 61,5% acham que não haverá alteração, 7,7% indicam redução razoável e 7,7% esperam diminuir muito. Em relação ao Crédito para os próximos 12 meses, 3,9% esperam que o crédito esteja muito atrativo, 42,3 % atrativo, 50,0% pouco atrativo e 3,9% não atrativo. Já o Câmbio para os próximos 12 meses, 37,5% das empresas acreditam que estará favorável, 45,8% são indiferentes e 16,7% apontam que estará desfavorável. Quanto a Capacidade produtiva para os próximos 12 meses, 3,9% afirmam que estará consideravelmente maior, 23,1% pouco maior, 53,9% permanecerá a mesma, 15,4% pouco menor e 3,9% apostam que estará consideravelmente menor.

No caso da Situação financeira das empresas para os próximos 12 meses, 34,6% dos entrevistados responderam que estará pouco melhor, 34,6% a mesma, 23,1% pouco pior e 7,7% consideravelmente pior. Analisando o Emprego para os próximos 12 meses, 19,2% pretendem contratar trabalhadores, 65,4% manter a quantidade atual de empregados e 15,4% demitir trabalhadores. No que concerne à expectativa das Exportações para os próximos 12 meses, 15,8% dos respondentes acreditam no aumento, 68,4% na estabilidade e 15,8% na redução. Para os próximos 12 meses, quanto a Abertura de unidades, 19,2% dos empresariados contam com abertura de algumas unidades, 53,9% apontam que o saldo de abertura e fechamento não irá se alterar e 26,9% concordam que o saldo será de fechamento de algumas unidades.