Os resultados da Pesquisa Industrial Mensal, realizada pelo IBGE, apontam que a produção industrial baiana (de transformação e extrativa mineral) apresentou, em maio de 2013, variação negativa com taxa de 0,1%, na comparação com o mês de abril de 2013, série com ajuste sazonal. Já na comparação com maio de 2012, cresceu 5,5%. O indicador no período de janeiro a maio acumulou 5,0%; em 12 meses, o índice acumulou 4,6%. Os dados foram analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan).
Os resultados da Pesquisa Industrial Mensal, realizada pelo IBGE, apontam que a produção industrial baiana (de transformação e extrativa mineral) apresentou, em maio de 2013, variação negativa com taxa de 0,1%, na comparação com o mês de abril de 2013, série com ajuste sazonal. Já na comparação com maio de 2012, cresceu 5,5%. O indicador no período de janeiro a maio acumulou 5,0%; em 12 meses, o índice acumulou 4,6%. Os dados foram analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan).
SETORES DE ATIVIDADE - A taxa do mês de maio (5,5%) superou a média do país (1,4%) e a do Nordeste (2,2%), foi a segunda taxa de maior intensidade no Brasil, perdendo apenas para o estado do Amazonas. O bom resultado deveu-se, principalmente, em razão do desempenho dos setores de refino de petróleo e de produtos químicos no período. Para o Superintendente da SEI, Geraldo Reis, este resultado pode significar um rebatimento em outros setores da economia, retomada das exportações e intensificação do comércio inter-regional.
Seis dos oito segmentos da indústria de transformação registraram crescimento com destaque para Produtos químicos (7,9%), influenciado pelo aumento em hidróxido de sódio (soda cáustica) e dióxido de titânio, Metalurgia básica (36,3%), impulsionada pela fabricação de barras, perfis e vergalhões de cobre e Refino de petróleo e produção de álcool (5,8%), em razão do aumento na produção de óleo diesel, óleos combustíveis e gasolina automotiva. Outras contribuições positivas foram registradas por Celulose e papel (6,8%), Veículos (22,1%) e Borracha e plástico (0,3%). As contribuições negativas foram observadas nos setores de Alimentos e bebidas (-7,8%) e Minerais não metálicos (-5,1%).
No acumulado do ano de 2013 (janeiro a maio), comparado com o mesmo período do ano anterior, a taxa da produção industrial baiana registrou acréscimo de 5,0%. Seis dos oito segmentos da Indústria de Transformação influenciaram o resultado no período, com destaque para Refino de petróleo e produção de álcool (16,9%), Metalurgia (16,3%), Celulose e papel (6,2%), Veículos (28,0%), Borracha e plástico (11,6%) e Produtos químicos (0,4%). Negativamente, Alimentos e bebidas (-8,4%) e Minerais não metálicos (-3,6%). No acumulado em 12 meses, comparado com o mesmo período anterior, a taxa da produção industrial baiana assinalou crescimento de 4,6%. Dos oito segmentos da indústria de transformação seis apresentaram acréscimo no período, com destaque para Refino de petróleo e produção de álcool (15,3%), Produtos químicos (2,0%) e Celulose e papel (5,4%). Por outro lado, as influências negativas vieram de Alimentos e bebidas (-4,1%) e Metalurgia básica (-1,0%).

COMPARATIVO REGIONAL
Taxa de Crescimento da Produção Física Industrial
Resultados Regionais - Brasil, Região Nordeste e Estados Selecionados
Maio – 2013
Em %
BRASIL/NORDESTE/ ESTADOS | Mensal | Acumulado no ano | Acumulado 12 meses | |||
Geral | De transformação | Geral | De transformação | Geral | De transformação | |
Brasil | 1,4 | 2,0 | 1,7 | 2,2 | -0,5 | -0,4 |
Amazonas | 6,6 | 6,8 | 2,4 | 2,5 | -3,7 | -3,7 |
Pará | -19,6 | -16,1 | -11,0 | -9,7 | -5,9 | -4,8 |
Nordeste | 2,2 | 2,7 | 1,4 | 1,5 | 1,3 | 1,4 |
Bahia | 5,5 | 6,1 | 5,0 | 5,3 | 4,6 | 4,8 |
Ceará | -0,6 | -0,6 | 2,2 | 2,2 | 0,2 | 0,2 |
Pernambuco | 4,4 | 4,4 | 0,0 | 0,0 | -0,6 | -0,6 |
Minas Gerais | 1,0 | 2,1 | -0,6 | 0,5 | 1,7 | 2,4 |
Espírito Santo | -5,6 | -11,0 | -10,0 | -17,0 | -8,2 | -12,7 |
Rio de Janeiro | 3,0 | 6,1 | 5,4 | 8,9 | 0,1 | 1,1 |
São Paulo | 1,3 | 1,3 | 2,8 | 2,8 | -0,4 | -0,4 |
Paraná | 4,7 | 4,7 | -0,1 | -0,1 | -7,0 | -7,0 |
Santa Catarina | -2,7 | -2,7 | -0,5 | -0,5 | -1,7 | -1,7 |
Rio Grande do Sul | 4,3 | 4,3 | 3,3 | 3,3 | -2,7 | -2,7 |
Goiás | -0,4 | -0,7 | 2,1 | 2,4 | 0,0 | 0,1 |
Fonte: IBGE/DPE/Departamento de Indústria
Elaboração: SEI/CAC