Produção industrial baiana apresenta estabilidade em maio

Publicado: 05/07/2013 Última atualização: 06/10/2026 às 09:49

IndústriaOs resultados da Pesquisa Industrial Mensal, realizada pelo IBGE, apontam que a produção industrial baiana (de transformação e extrativa mineral) apresentou, em maio de 2013, variação negativa com taxa de 0,1%, na comparação com o mês de abril de 2013, série com ajuste sazonal. Já na comparação com maio de 2012, cresceu 5,5%. O indicador no período de janeiro a maio acumulou 5,0%; em 12 meses, o índice acumulou 4,6%. Os dados foram analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan).



Os resultados da Pesquisa Industrial Mensal, realizada pelo IBGE, apontam que a produção industrial baiana (de transformação e extrativa mineral) apresentou, em maio de 2013, variação negativa com taxa de 0,1%, na comparação com o mês de abril de 2013, série com ajuste sazonal. Já na comparação com maio de 2012, cresceu 5,5%. O indicador no período de janeiro a maio acumulou 5,0%; em 12 meses, o índice acumulou 4,6%. Os dados foram analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan).

SETORES DE ATIVIDADE - A taxa do mês de maio (5,5%) superou a média do país (1,4%) e a do Nordeste (2,2%), foi a segunda taxa de maior intensidade no Brasil, perdendo apenas para o estado do Amazonas. O bom resultado deveu-se, principalmente, em razão do desempenho dos setores de refino de petróleo e de produtos químicos no período. Para o Superintendente da SEI, Geraldo Reis, este resultado pode significar um rebatimento em outros setores da economia, retomada das exportações e intensificação do comércio inter-regional.


Seis dos oito segmentos da indústria de transformação registraram crescimento com destaque para Produtos químicos (7,9%), influenciado pelo aumento em hidróxido de sódio (soda cáustica) e dióxido de titânio, Metalurgia básica (36,3%), impulsionada pela fabricação de barras, perfis e vergalhões de cobre e Refino de petróleo e produção de álcool (5,8%), em razão do aumento na produção de óleo diesel, óleos combustíveis e gasolina automotiva. Outras contribuições positivas foram registradas por Celulose e papel (6,8%), Veículos (22,1%) e Borracha e plástico (0,3%). As contribuições negativas foram observadas nos setores de Alimentos e bebidas (-7,8%) e Minerais não metálicos (-5,1%).  

No acumulado do ano de 2013 (janeiro a maio), comparado com o mesmo período do ano anterior, a taxa da produção industrial baiana registrou acréscimo de 5,0%. Seis dos oito segmentos da Indústria de Transformação influenciaram o resultado no período, com destaque para Refino de petróleo e produção de álcool (16,9%), Metalurgia (16,3%), Celulose e papel (6,2%), Veículos (28,0%), Borracha e plástico (11,6%) e Produtos químicos (0,4%). Negativamente, Alimentos e bebidas (-8,4%) e Minerais não metálicos (-3,6%). No acumulado em 12 meses, comparado com o mesmo período anterior, a taxa da produção industrial baiana assinalou crescimento de 4,6%. Dos oito segmentos da indústria de transformação seis apresentaram acréscimo no período, com destaque para Refino de petróleo e produção de álcool (15,3%), Produtos químicos (2,0%) e Celulose e papel (5,4%). Por outro lado, as influências negativas vieram de Alimentos e bebidas (-4,1%) e Metalurgia básica (-1,0%).

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COMPARATIVO REGIONAL


Taxa de Crescimento da Produção Física Industrial
Resultados Regionais - Brasil, Região Nordeste e Estados Selecionados
Maio – 2013

Em %

BRASIL/NORDESTE/ ESTADOS

Mensal

Acumulado no ano

Acumulado 12 meses

Geral

De transformação

Geral


De transformação



Geral


De transformação

Brasil

1,4

2,0

1,7

2,2

-0,5

-0,4

Amazonas

6,6

6,8

2,4

2,5

-3,7

-3,7

Pará

-19,6

-16,1

-11,0

-9,7

-5,9

-4,8

Nordeste

2,2

2,7

1,4

1,5

1,3

1,4

Bahia

5,5

6,1

5,0

5,3

4,6

4,8

Ceará

-0,6

-0,6

2,2

2,2

0,2

0,2

Pernambuco

4,4

4,4

0,0

0,0

-0,6

-0,6

Minas Gerais

1,0

2,1

-0,6

0,5

1,7

2,4

Espírito Santo

-5,6

-11,0

-10,0

-17,0

-8,2

-12,7

Rio de Janeiro

3,0

6,1

5,4

8,9

0,1

1,1

São Paulo

1,3

1,3

2,8

2,8

-0,4

-0,4

Paraná

4,7

4,7

-0,1

-0,1

-7,0

-7,0

Santa Catarina

-2,7

-2,7

-0,5

-0,5

-1,7

-1,7

Rio Grande do Sul

4,3

4,3

3,3

3,3

-2,7

-2,7

Goiás

-0,4

-0,7

2,1

2,4

0,0

0,1

Fonte: IBGE/DPE/Departamento de Indústria
Elaboração: SEI/CAC