Depois de ter atingido o seu recorde histórico em Julho – US$ 1,35 bilhão – influenciado pelo embarque de uma plataforma de exploração e perfuração de petróleo, as exportações baianas voltaram a registrar desaceleração em agosto, atingindo US$ 745,4 milhões, 27,7% abaixo do registrado em igual mês do ano anterior e 45% menos que o mês passado. As informações são da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan).
Quinze dos vinte setores mais importantes da pauta baiana registraram queda no mês passado comparados a agosto de 2012 com destaque para o setor químico/petroquímico, que recuou 55% devido a interrupções para manutenção de algumas fábricas e recrudescimento das travas argentinas para produtos brasileiros e para o setor de derivados de petróleo com redução de 33% causada pelo aumento da demanda doméstica e das commodities agrícolas, como algodão (-64,2%) e soja (-6,7%), afetadas por pragas, seca e pela queda dos preços no mercado internacional.
O destaque positivo do mês continua sendo o desempenho do setor automotivo, com crescimento de 637% estimulado pelo aumento exponencial da demanda dos argentinos. Também é destaque o setor metalúrgico, com crescimento de 56,7% a partir dos investimentos realizados pela Paranapanema na planta de Dias D’Ávila.
Mesmo com a alteração da paridade cambial, o crescimento da economia baiana e da indústria, com a maturação de novos investimentos, vem resultando em um crescimento continuado das importações do estado, sobretudo de bens intermediários e de capital. As importações fecharam o mês passado com US$ 766 milhões e crescimento de 13,6% em relação a agosto de 2012 e de 16% ante julho último. Pressionaram no mês as compras de nafta com aumento de 418%; veículos de carga com + 431%; fertilizantes com + 128,4%, cacau (+100%) e borracha (42%).
Apesar do déficit de US$ 20,6 milhões em agosto, a balança comercial do estado em 2013 é positiva em US$ 1,3 bilhão, embora 37,4% inferior ao mesmo período do ano passado. As exportações até agosto atingiram US$ 6,8 bilhões (queda de 6,34%), enquanto que as importações alcançaram US$ 5,5 bilhões, o que supera em 6% o volume do mesmo período de 2012.