Produção industrial baiana acumula 6,6% em 12 meses

Publicado: 08/10/2013 Última atualização: 06/10/2026 às 09:48


No período de janeiro a agosto de 2013, o indicador acumulou 5,9%. Em agosto de 2013, houve variação negativa com taxa de 8,6%, na comparação com o mês de julho de 2013




Os resultados da Pesquisa Industrial Mensal, realizada pelo IBGE, apontam que a produção industrial baiana (de transformação e extrativa mineral) assinalou crescimento de 6,6% em 12 meses, mantendo a trajetória ascendente iniciada em fevereiro último (2,8%). No período de janeiro a agosto de 2013, o indicador acumulou 5,9%. Em agosto de 2013, houve variação negativa com taxa de 8,6%, na comparação com o mês de julho de 2013, série com ajuste sazonal. Na comparação com agosto de 2012, houve redução de 0,3%. As informações foram analisadas pela Superintendência de Estudos Econômicos da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan).


ANÁLISE DOS SETORES DE ATIVIDADE – No período de janeiro a agosto de 2013, comparado com o mesmo período do ano anterior, a taxa da produção industrial baiana registrou acréscimo de 5,9%. Seis dos oito segmentos da Indústria de Transformação influenciaram o resultado no período, com destaque para Refino de petróleo e produção de álcool (14,7%), Metalurgia (34,4%), Veículos (33,5%), Celulose e papel (3,8%), Produtos químicos (1,2%) e Borracha e plástico (8,9%). Negativamente, figuraram os segmentos de Alimentos e bebidas (-6,6%) e Minerais não metálicos (-3,1%).

No confronto julho13/agosto13, na série ajustada sazonalmente, a produção industrial apresentou variação negativa de 8,6%. O resultado desse mês foi a queda mais elevada nesse tipo de comparação desde abril de 2009 (-11,3%). No confronto agosto13/agosto12, a indústria apresentou decréscimo de 0,3%.

Três dos oito segmentos da indústria de transformação registraram queda. O principal impacto negativo veio de Produtos químicos (-12,1%), pressionado pela paralisação de algumas unidades produtivas locais, em função do desligamento do setor elétrico ocorrido na região Nordeste no mês de agosto. Considerando-se os produtos, ocorreu a menor fabricação de polietileno de alta densidade (pead) e sulfato de amônia, ureia e etileno não-saturado. Outras contribuições negativas foram registradas por Alimentos e bebidas (-12,2%), em razão da queda na produção de cervejas e chope e refrigerantes; e Celulose e papel (-1,1%).

As principais contribuições positivas foram registradas por Metalurgia básica (90,8%), impulsionada não só pela maior fabricação de barras, perfis e vergalhões de cobre e produtos de aço ao carbono, mas também pela baixa base de comparação, uma vez que esta atividade assinalou recuo de 37,9% em agosto de 2012. Destacam-se também os acréscimos de Refino de petróleo e produção de álcool (4,6%); Veículos (44,4%); Borracha e plástico (2,8%); e Minerais não metálicos (1,9%).