Taxa de Desemprego diminui na RMS pelo quinto mês consecutivo

Publicado: 30/10/2013 Última atualização: 06/10/2026 às 09:48

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A taxa de desemprego total da Região Metropolitana de Salvador diminuiu pelo quinto mês consecutivo, passando de 18,2% da População Economicamente Ativa (PEA) para os atuais 17,8%.



As informações captadas pela Pesquisa de Emprego e Desemprego, realizada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan), em parceria com o Dieese, Seade e Setre, mostram que a taxa de desemprego total da Região Metropolitana de Salvador diminuiu pelo quinto mês consecutivo, passando de 18,2% da População Economicamente Ativa (PEA) para os atuais 17,8%.

Em setembro, o contingente de desempregados foi estimado em 337 mil pessoas, 4 mil a menos que no mês anterior. Esse resultado deveu-se à criação de postos de trabalho (25 mil), em número superior ao ingresso  de pessoas na PEA (21 mil). No período, o contingente de ocupados cresceu 1,6%, passando de 1.531 mil para 1.556 mil pessoas. Segundo os principais setores de atividade econômica analisados, houve crescimento no Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (23 mil ou 8,2%) e na Construção (5 mil ou 3,5%); ficou relativamente estável no setor de Serviços (3 mil ou 0,3%) e, decresceu na Indústria de transformação (3 mil ou 2,3%).

Segundo o tipo de inserção ocupacional, o contingente de trabalhadores assalariados elevou-se em relação ao mês anterior (23 mil ou 2,2%). O número de ocupados aumentou no setor privado (25 mil ou 2,9%) e diminuiu no setor público (5 mil ou 3,3%). No setor privado, verificou-se acréscimo do contingente de trabalhadores com carteira assinada (23 mil ou 3,1%) e, daqueles sem carteira assinada (2 mil ou 1,6%). Registrou-se aumento no número de trabalhadores autônomos (7 mil ou 2,2%), e no agregado outras posições ocupacionais, que inclui os empregadores, trabalhadores familiares, donos de negócio familiar, entre outros (2 mil ou 3,2%). Enquanto reduziu o contingente de empregados contingente de domésticos (7 mil ou 5,4%).

No mês de agosto, o rendimento médio real teve variação positiva  entre os ocupados (0,4%) e negativa para os assalariados (0,4%). Seus valores passaram a equivaler  R$ 1.166 e R$ 1.268, respectivamente.

Comportamento em 12 meses - Em relação a setembro de 2012, a taxa de desemprego total reduziu-se, ao passar de 19,0% para os atuais 17,8% da PEA. O decréscimo da taxa de desemprego total deveu-se às reduções da taxa de desemprego aberto, de 13,1% para 12,8%, e, em maior proporção, do desemprego oculto, que passou de 5,9% para 5,0%. No mesmo período, o contingente de desempregados diminuiu em 21 mil pessoas, devido ao aumento no contingente de ocupados (30 mil) ter sido superior ao acréscimo da PEA (9 mil pessoas). A taxa de participação diminuiu de 61,1% para os atuais 60,3%.

Nos últimos 12 meses, o número de ocupados elevou-se em 2,0%, passando de 1.526 mil pessoas para 1.556 mil. Entre os principais setores de atividade econômica analisados, o nível ocupacional aumentou na Construção (12 mil ou 9,0%), no Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (12 mil ou 4,1%), e no de  Serviços (9 mil ou 1,0%) e decresceu na Indústria de transformação (2 mil ou  1,5%).

Segundo a posição na ocupação, no último ano, o emprego assalariado teve acréscimo (30 mil ou 3,0%), devido à elevação no contingente do setor privado (34 mil ou 3,9%), já que no setor público houve redução (6 mil ou 3,9%). No setor privado, registrou-se aumento no número de assalariados com carteira de trabalho assinada (35 mil ou 4,8%) e pequeno decréscimo daqueles sem carteira assinada (1 mil ou 0,8%). Houve acréscimo no agregado Outras Posições Ocupacionais, que incluem empregadores, trabalhadores familiares e donos de negócio familiar, entre outros (5 mil ou 8,3%); enquanto reduziu os contingentes de trabalhadores Autônomos (3 mil ou 0,9%) e de Domésticos (2 mil ou 1,6%). Na comparação com agosto de 2012, o rendimento médio real aumentou para os ocupados (4,5%) e para os assalariados (4,5%).