
Em janeiro, a taxa de desemprego total da Região Metropolitana de Salvador permaneceu relativamente estável, ao passar de 16,9% da População Economicamente Ativa (PEA) para os atuais 17,0%.
Em janeiro, a taxa de desemprego total da Região Metropolitana de Salvador permaneceu relativamente estável, ao passar de 16,9% da População Economicamente Ativa (PEA) para os atuais 17,0%. Segundo suas componentes, a taxa de desemprego aberto permaneceu em 12,4%, e a de desemprego oculto passou de 4,5% para 4,6%. As informações foram captadas pela Pesquisa de Emprego e Desemprego, realizada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan), em parceria com o Dieese, Seade e Setre.
O contingente de desempregados no primeiro mês de 2014 foi estimado em 321 mil pessoas, 6 mil a mais que no mês anterior. Esse resultado deveu-se ao fato do acréscimo da PEA (22 mil pessoas) ter sido superior ao aumento do contingente de ocupados (16 mil) (Tabela 1). No mês em análise, a taxa de participação – indicador que estabelece a proporção de pessoas com 10 anos ou mais presentes no mercado de trabalho como ocupadas ou desempregadas – aumentou de 59,1% para 59,7%.
Em janeiro, o contingente de ocupados apresentou acréscimo (1,0%), passando de 1.549 mil para 1.565 mil pessoas. Segundo os principais setores de atividade econômica analisados, houve crescimento no Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (10 mil ou 3,3%) e no setor Serviços (8 mil ou 0,9%); relativa estabilidade na Construção (1 mil ou 0,6%); apenas a Indústria de transformação apresentou declínio no número de ocupados (3 mil ou 2,2%).
Segundo o tipo de inserção ocupacional, o contingente de trabalhadores assalariados aumentou (22 mil ou 2,1%). O nível ocupacional elevou-se no setor privado (21 mil ou 2,3%) e diminuiu no setor público (2 mil ou 1,3%). No setor privado, verificou-se crescimento entre os trabalhadores com carteira assinada (14 mil ou 1,8%) e para aqueles sem carteira (7 mil ou 6,3%). Registrou-se decréscimo no número de trabalhadores autônomos (6 mil ou 2,0%) e no de empregados domésticos (2 mil ou 1,6%); enquanto elevou-se o contingente do agregado outras posições ocupacionais, que inclui os empregadores, trabalhadores familiares, donos de negócio familiar, entre outros (2 mil ou 2,9%).
No mês de dezembro, o rendimento médio real aumentou tanto para os ocupados (2,0%), quanto para os assalariados (1,7%). Seus valores passaram a equivaler a R$ 1.208 e R$ 1.286, respectivamente.
COMPORTAMENTO EM 12 MESES - Em relação a janeiro de 2013, a taxa de desemprego total diminuiu ligeiramene, ao passar de 17,3% para os atuais 17,0% da PEA. Esse resultado deveu-se exclusivamente a taxa de desemprego oculto, que passou de 5,7% para 4,6%, já que a de desemprego aberto cresceu no período, passando de 11,6% para 12,4%.
No mesmo período, o contingente de desempregados diminuiu em 4 mil pessoas, devido ao aumento da ocupação em 10 mil pessoas e à relativa estabilidade da População Economicamente Ativa, cujo contingente evoluiu de 1.880 mil pessoas para 1.886 mil. A taxa de participação diminuiu de 60,6% para os atuais 59,7%.
Nos últimos 12 meses, o número de ocupados cresceu (10 mil pessoas ou 0,6%), passando de 1.555 mil pessoas para 1.565 mil. Entre os principais setores de atividade econômica analisados, o nível ocupacional aumentou na Construção (12 mil ou 8,3%) e no Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (9 mil ou 3,0%) e diminuiu na Indústria de transformação (-5 mil ou -3,6%) e, no setor de Serviços (-6 mil ou -0,6%).
Segundo a posição na ocupação, nos últimos 12 meses, o emprego assalariado cresceu (19 mil ou 1,8%), devido ao aumento do emprego no setor privado (20 mil ou 2,2%) já que a ocupação manteve-se praticamente inalterada no setor público (-1 mil ou -0,6%). No setor privado, registrou-se aumento no número de assalariados com carteira de trabalho assinada (22 mil ou 2,8%) e decréscimo daqueles sem carteira (-2 mil ou -1,7%). Houve aumento no contingente do agregado Outras Posições Ocupacionais, que incluem empregadores, trabalhadores familiares e donos de negócio familiar, entre outros (9 mil ou 14,8%), relativa estabilidade no número de trabalhadores Domésticos (1 mil ou 0,8%) e redução do contingente de Autônomos (19 mil ou 6,1%).