
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de Salvador apresentou, em fevereiro, incremento de 0,37%, variação inferior à apurada no mês anterior (1,37%) e em fevereiro de 2013, quando o IPC havia registrado variação de 0,26%, segundo dados da SEI.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de Salvador apresentou, em fevereiro, incremento de 0,37%, variação inferior à apurada no mês anterior (1,37%) e em fevereiro de 2013, quando o IPC havia registrado variação de 0,26%, segundo dados da SEI. No acumulado dos últimos 12 meses (março de 2013 a fevereiro de 2014), a taxa situou-se em 5,24%, resultado superior ao acumulado nos 12 meses imediatamente anteriores (5,12%).
Em fevereiro de 2014, os produtos e serviços que tiveram maiores contribuições positivas na formação da taxa, com suas respectivas variações de preços, foram: Automóvel novo (2,51%), Imposto Predial-IPTU (12,77%), Perfume (8,26%), Condomínio (1,47%), Tarifa de telefonia celular (0,88%), Pão Francês (1,38%), Refeição a Peso (1,22%), Móvel para Sala (1,74%), Acessórios e Peças de Veículos (1,91%) e Manicure e Pedicure (4,31%).
Em contrapartida, os produtos cujos preços exerceram maiores pressões negativas foram: Televisor (23,08%), Calça Comprida Feminina (7,40%), Pacote Turístico (2,63%), Saia Feminina (15,18%), Microcomputador e Impressora (5,38%), Camiseta, Blusa e Blusão Femininos (2,32%), Batata Inglesa (15,74%), Cruzeiro Marítimo (3,19%), Passagem aérea (5,02%) e Antiflamatório e Antirreumático (1,38%).
Ressalte-se que, no mês de fevereiro, dos 375 produtos e serviços pesquisados pela SEI, 114 registraram alta nos preços, 94 não tiveram alterações e 167 registraram decréscimos.
Levando-se em conta apenas os reajustes individuais, os produtos cujos preços mais aumentaram em fevereiro do ano corrente foram: melancia (18,27%), manga (14,16%), Imposto Predial-IPTU (12,77%), perfume (8,26%), peixe anchova (7,74%), banana-prata (7,23%), pepino (6,55%), cebola (6,47%), freezer (6,23%) e doce de frutas (5,94%).
Observando-se os grandes grupos do IPC, a inflação de Habitação e encargos foi de 1,60%, devido aos reajustes em itens como Imposto Predial-IPTU (12,77%), sabão em pó e em pedra (2,42%) e tinta para casa (2,42%). Em Saúde e cuidados pessoais (0,90%), os maiores reajustes foram em perfume (8,26%), creme e fio dental (5,45%) e hospitalização e cirurgia (4,89%). Em Transporte e comunicação (0,60%), destaca-se as variações nos preços do transporte escolar (4,28%), automóvel novo (2,51%) e acessórios e peças de veículos (1,91%).
No grupo Alimentos e bebidas (0,36%), os aumentos foram de 0,41% em Alimentação no domicílio, 1,42% em Produtos in natura, 0,45% em Produtos industrializados, de -0,16% em Produtos de elaboração primária, 0,30% em Alimentos prontos e de 0,25% em Alimentação fora do domicílio. Este último subgrupo sofreu influencia dos aumentos nos preços de acarajé (5,00%), refeição a peso (1,22%), outras bebidas alcoólicas (0,61%) e refrigerante fora do domicílio (0,28%).
O IPC registrou deflação nos grupos de Despesas pessoais (-0,06%), motivado pela queda nos preços de cruzeiro marítimo (3,19%), pacote turístico (2,63%) e motel (1,52%); Vestuário (-0,97%); e Artigos de residência (-1,09%), em razão de decréscimo nos preços de televisor (23,08%), microcomputador e impressora (5,38%) e forno de microondas (4,60%).
Após iniciar o ano em queda, custo da cesta sobe 0,62%
A ração essencial mínima definida pelo Decreto-lei 399, de 30 de abril de 1938, que estabelece 12 produtos alimentares (feijão, arroz, farinha de mandioca, pão, carne, leite, açúcar, banana, óleo, manteiga, tomate e café) e suas respectivas quantidades, passou a custar R$ 245,59 em fevereiro de 2014, representando um aumento de 0,62% quando comparado com o mês de janeiro de 2014, quando ocorreu redução de 0,43%.
Dos 12 produtos que compõem a ração essencial mínima, quatro registraram acréscimo nos preços: Banana-prata (10,00%), Pão francês (1,38%), Arroz (0,82%) e Carne bovina (cruz-machado) (0,72%). Por sua vez, quatro registraram redução nos preços: Farinha de mandioca (0,38%) e Manteiga (0,71%) Óleo de soja (0,93%), Café moído (1,15%), Tomate (1,50%) e Feijão rajado (2,69%). Permaneceu estável o Açúcar cristal.
No mês em análise, o tempo de trabalho necessário para se obter a cesta básica foi de 88 horas e 29 minutos, e o trabalhador comprometeu 36,87% do salário mínimo líquido[1] para adquirir os 12 produtos da cesta básica.