
O novo Índice deCommodities Agrícolas da Bahia (ICAB-SEI), medido pela Superintendência deEstudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria doPlanejamento, apresentou alta de 3% em fevereiro, em relação ao mês anterior. Estaé a quarta alta registrada desde que o indicador começou a ser acompanhado peloórgão.
O novo Índice deCommodities Agrícolas da Bahia (ICAB-SEI), medido pela Superintendência deEstudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria doPlanejamento, apresentou alta de 3% em fevereiro, em relação ao mês anterior. Estaé a quarta alta registrada desde que o indicador começou a ser acompanhado peloórgão. No mês em análise, o ICAB-SEI atingiu os 108,4 pontos. Sete dos dezprodutos que compõem o índice tiveram alta no presente mês, outros doisregistram queda, e somente a laranja permaneceu com o mesmo preço (que searrasta desde outubro de 2013), mas na comparação com fevereiro de 2013 alaranja apresentou alta de 76%. A elevação do indicador em fevereiro deveu-se àcontinuidade do aumento do algodão, cacau, café, manga e milho, além da altamensal do mamão e da uva.
O ICAB foi desenvolvido pela SEI no ano passadocom base nas variações dos preços dos principais produtos agrícolascomercializáveis (tradables) pelo estado da Bahia. As culturas que o compõemsão: algodão, milho, soja, café, feijão, cacau, laranja, mamão, uva e manga. Aodivulgar os resultados de fevereiro de 2014, a SEI disponibiliza no sitewww.sei.ba.gov.br a série histórica desde janeiro do ano passado, mês base doindicador. “Esse foi o tempo necessário para sua consolidação. O ICAB-SEI seapresentou bastante consistente, com as variações acompanhando relativamente o Índicede Commodities Brasil (IC-Br), do Banco Central, porém com intensidades epatamares diferentes, sendo em alguns momentos bastante volátil, tendo em vistaas diferença na cesta que o compõem e dos pesos nos itens que a integram.Reflete, portanto, com bastante robustez, a variação geral de preços dosprincipais produtos agrícolas comercializáveis do estado da Bahia”, diz UrandiPaiva, coordenador de Estatística da SEI.
Fevereiro: uvaregistra maior alta no mês
No mês em análise, auva apresentou alta de 48,8% em seu preço no mês de fevereiro, em comparação ajaneiro. Segundo a EBDA de Juazeiro, chuvas ocorridas na região nesse mês podemter aumentado a incidência de doenças nos cachos das uvas, prejudicando assim orendimento da colheita. Além disso, a safra de uvas do sul do país está sendoafetada pela seca. Um indicativo de que o preço da uva está em um patamarelevado é a comparação com igual período do ano anterior, que mostra uma altade 31,77%.
A manga continua comaumento de preço no mercado, registrando 20,91% de elevação, o que faz com queo preço fique próximo do registrado em setembro de 2013. Essa alta, segundo aEBDA, é normal nessa época do ano. A tendência é que o preço venha a cair nospróximos meses. Em relação ao mesmo período do ano passado, a manga teveaumento de 184%.
Os preços do caféaumentaram novamente no mês de fevereiro, chegando a R$ 307,00 a saca (60 kg).Esse valor é 19,15% maior que o registrado no mês de janeiro. O descompasso daschuvas que ocorrem no Brasil e na Bahia está afetando a produção. Os dados dabolsa de Chicago já mostram que, em março, o café continuará em sua expansão depreço, uma vez que altas sucessivas são observadas. Mesmo sem análisesconclusivas de possíveis perdas, os produtores não estão muito otimistas com oresultado da safra desse ano. Entretanto, na comparação com o mês de fevereirode 2013, a alta é de 0,92%.
O algodão registrouuma elevação de 7% em seu preço. Isso ocorreu, principalmente, pela poucamatéria-prima e contínua demanda. Osestoques do produto, que se encontra na entressafra, não estão dando conta dagrande demanda da indústria têxtil, ocasionando os seguidos aumentos.Entretanto, é preciso ressaltar que os preços não devem ter mais espaço paracrescimento nos próximos meses, devido à proximidade do patamar dos valoresinternacionais de importação e também pelo início da colheita da safra de 2014,segundo a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa). Na comparaçãocom o mesmo período do ano passado, a alta já é de 26%.
Embora o mamão tenhaapresentado aumento de 6% no mês passado, ainda continua abaixo da cotação domês de dezembro. O preço do produto registra queda de 9,31%, se comparado com omesmo período do ano de 2013.
O milho exibe mais umaalta em seu preço, chegando ao valor de R$ 24,00 a saca de 60 kg, aumento de4,76% no mês de janeiro. Essa alta é decorrência do calor e da falta de chuvaem algumas regiões produtoras do Brasil, o que traz a preocupação com orendimento nessas regiões. Entretanto, os preços não devem cair com o início dacolheita da primeira safra de 2014. Na comparação com o ano passado, o milhomostra queda de 28,7%, o que indica o nível alto dos estoques.
O cacau teve umaexpansão nos preços de 2,91% em fevereiro. Muito desse resultado ainda édecorrente da pressão das quebras de safra dos países africanos, embora elestenham começado a recuperar a produção. As cotações externas e a taxa cambialdo dólar permaneceram relativamente inalteradas. Há ainda hoje uma demandamaior que a oferta, o que fez com que o produto alcançasse o valor de R$ 103,58a arroba. Em relação ao ano passado, o preço teve alta de 71,75%, o que mostraa grande valorização do produto.
O feijão apresentouforte queda em seu preço (40,92%), em decorrência da excelente terceira safracolhida no ano passado. Os preços devem cair ainda mais com a chegada daprimeira safra da cultura nos próximos meses. O clima menos rigoroso que o deanos anteriores também pode ajudar nessa baixa de preço, tanto que, nacomparação com igual período de 2013, o preço do feijão teve queda de 71,75%.
Por fim, a sojamostrou retração de 2,51% em seu preço, determinada, em boa parte, pelo anúnciode que os chineses não realizarão tantas compras enquanto o valor não cair. Oproduto exibiu uma alta em relação a fevereiro do ano passado, de 16,81%. Atendência é que os preços continuem em queda com o início da colheita da safrade 2014.
O novo Índice deCommodities Agrícolas da Bahia (ICAB-SEI), medido pela Superintendência deEstudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria doPlanejamento, apresentou alta de 3% em fevereiro, em relação ao mês anterior. Estaé a quarta alta registrada desde que o indicador começou a ser acompanhado peloórgão. No mês em análise, o ICAB-SEI atingiu os 108,4 pontos. Sete dos dezprodutos que compõem o índice tiveram alta no presente mês, outros doisregistram queda, e somente a laranja permaneceu com o mesmo preço (que searrasta desde outubro de 2013), mas na comparação com fevereiro de 2013 alaranja apresentou alta de 76%. A elevação do indicador em fevereiro deveu-se àcontinuidade do aumento do algodão, cacau, café, manga e milho, além da altamensal do mamão e da uva.
O ICAB foi desenvolvido pela SEI no ano passadocom base nas variações dos preços dos principais produtos agrícolascomercializáveis (tradables) pelo estado da Bahia. As culturas que o compõemsão: algodão, milho, soja, café, feijão, cacau, laranja, mamão, uva e manga. Aodivulgar os resultados de fevereiro de 2014, a SEI disponibiliza no sitewww.sei.ba.gov.br a série histórica desde janeiro do ano passado, mês base doindicador. “Esse foi o tempo necessário para sua consolidação. O ICAB-SEI seapresentou bastante consistente, com as variações acompanhando relativamente o Índicede Commodities Brasil (IC-Br), do Banco Central, porém com intensidades epatamares diferentes, sendo em alguns momentos bastante volátil, tendo em vistaas diferença na cesta que o compõem e dos pesos nos itens que a integram.Reflete, portanto, com bastante robustez, a variação geral de preços dosprincipais produtos agrícolas comercializáveis do estado da Bahia”, diz UrandiPaiva, coordenador de Estatística da SEI.
Fevereiro: uvaregistra maior alta no mês
No mês em análise, auva apresentou alta de 48,8% em seu preço no mês de fevereiro, em comparação ajaneiro. Segundo a EBDA de Juazeiro, chuvas ocorridas na região nesse mês podemter aumentado a incidência de doenças nos cachos das uvas, prejudicando assim orendimento da colheita. Além disso, a safra de uvas do sul do país está sendoafetada pela seca. Um indicativo de que o preço da uva está em um patamarelevado é a comparação com igual período do ano anterior, que mostra uma altade 31,77%.
A manga continua comaumento de preço no mercado, registrando 20,91% de elevação, o que faz com queo preço fique próximo do registrado em setembro de 2013. Essa alta, segundo aEBDA, é normal nessa época do ano. A tendência é que o preço venha a cair nospróximos meses. Em relação ao mesmo período do ano passado, a manga teveaumento de 184%.
Os preços do caféaumentaram novamente no mês de fevereiro, chegando a R$ 307,00 a saca (60 kg).Esse valor é 19,15% maior que o registrado no mês de janeiro. O descompasso daschuvas que ocorrem no Brasil e na Bahia está afetando a produção. Os dados dabolsa de Chicago já mostram que, em março, o café continuará em sua expansão depreço, uma vez que altas sucessivas são observadas. Mesmo sem análisesconclusivas de possíveis perdas, os produtores não estão muito otimistas com oresultado da safra desse ano. Entretanto, na comparação com o mês de fevereirode 2013, a alta é de 0,92%.
O algodão registrouuma elevação de 7% em seu preço. Isso ocorreu, principalmente, pela poucamatéria-prima e contínua demanda. Osestoques do produto, que se encontra na entressafra, não estão dando conta dagrande demanda da indústria têxtil, ocasionando os seguidos aumentos.Entretanto, é preciso ressaltar que os preços não devem ter mais espaço paracrescimento nos próximos meses, devido à proximidade do patamar dos valoresinternacionais de importação e também pelo início da colheita da safra de 2014,segundo a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa). Na comparaçãocom o mesmo período do ano passado, a alta já é de 26%.
Embora o mamão tenhaapresentado aumento de 6% no mês passado, ainda continua abaixo da cotação domês de dezembro. O preço do produto registra queda de 9,31%, se comparado com omesmo período do ano de 2013.
O milho exibe mais umaalta em seu preço, chegando ao valor de R$ 24,00 a saca de 60 kg, aumento de4,76% no mês de janeiro. Essa alta é decorrência do calor e da falta de chuvaem algumas regiões produtoras do Brasil, o que traz a preocupação com orendimento nessas regiões. Entretanto, os preços não devem cair com o início dacolheita da primeira safra de 2014. Na comparação com o ano passado, o milhomostra queda de 28,7%, o que indica o nível alto dos estoques.
O cacau teve umaexpansão nos preços de 2,91% em fevereiro. Muito desse resultado ainda édecorrente da pressão das quebras de safra dos países africanos, embora elestenham começado a recuperar a produção. As cotações externas e a taxa cambialdo dólar permaneceram relativamente inalteradas. Há ainda hoje uma demandamaior que a oferta, o que fez com que o produto alcançasse o valor de R$ 103,58a arroba. Em relação ao ano passado, o preço teve alta de 71,75%, o que mostraa grande valorização do produto.
O feijão apresentouforte queda em seu preço (40,92%), em decorrência da excelente terceira safracolhida no ano passado. Os preços devem cair ainda mais com a chegada daprimeira safra da cultura nos próximos meses. O clima menos rigoroso que o deanos anteriores também pode ajudar nessa baixa de preço, tanto que, nacomparação com igual período de 2013, o preço do feijão teve queda de 71,75%.
Por fim, a sojamostrou retração de 2,51% em seu preço, determinada, em boa parte, pelo anúnciode que os chineses não realizarão tantas compras enquanto o valor não cair. Oproduto exibiu uma alta em relação a fevereiro do ano passado, de 16,81%. Atendência é que os preços continuem em queda com o início da colheita da safrade 2014.
ASCOM/SEI
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