Efeito “Plataforma” provoca queda das exportações baianas em julho

Publicado: 12/08/2014 Última atualização: 06/10/2026 às 09:46


As exportações baianas tiveram uma queda de 33,6% em julho comparada a igual período do ano passado, atingindo US$ 899,4 milhões.




As exportações baianas tiveram uma queda de 33,6% em julho comparada a igual período do ano passado, atingindo US$ 899,4 milhões. A intensidade do recuo se deve à base de comparação elevada, já que em julho do ano passado o Consórcio Rio Paraguaçu exportou uma plataforma de exploração e perfuração de petróleo produzida no estado, operação que adicionou às exportações baianas no mês US$ 380,5 milhões. As informações foram analisadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI-Seplan).

Sem o “efeito plataforma”, as exportações baianas teriam redução de 7,7% comparadas a julho/2013, resultado da queda generalizada dos preços das commodities no mercado internacional, da lenta recuperação da economia global e das dificuldades econômicas crescentes da Argentina, principal mercado para as exportações baianas de produtos manufaturados. No período, o destaque positivo foram as vendas do setor químico/petroquímico que cresceram 34,4%, metais preciosos (36%) e algodão (114%).

As commodities agrícolas registraram recuo de 10,3% nos embarques físicos em julho, principalmente devido à antecipação dos embarques de soja ocorridos desde março. A maior queda, entretanto, é do setor automotivo: -77%. Só para a Argentina, principal mercado, a queda em julho chegou a 98% em decorrência da crise e das restrições a importações do país vizinho. Até julho, foram embarcados ao país 33.717 veículos, contra 106.932 em igual período de 2013, queda de 68,5%.

No ano, até julho, as exportações baianas acumulam US$ 5,33 bilhões, o que é 11,9% inferior a igual período do ano anterior. Como reflexo da crise na economia internacional, os principais mercados de destino para os produtos baianos permaneceram com desempenho negativo no ano: a União Européia registra queda de 22,5%; os EUA de - 4,6% a China de -9,7% e a Argentina de -32,1%.

Já as importações baianas, mesmo oscilando - resultado do desempenho negativo da produção industrial - seguem num ritmo superior ao das exportações. Em julho, elas bateram recorde mensal histórico ao alcançarem US$ 1,02 bilhão e crescimento de 54,3% sobre igual mês do ano passado.

Contribuiu para o expressivo crescimento de julho a importação de 256 mil toneladas de GLP – Gás Liquefeito de Petróleo feitas pela Petrobrás, o que impactou em US$ 228,9 milhões (22,5%), o total importado pelo estado no mês. Pesaram ainda o incremento nas compras de outras naftas exceto para petroquímica em 764% , minério de cobre (100%) e grafita artificial (514,7%).

Até julho, as importações alcançaram US$ 5,26 bilhões, com crescimento de 11,8% sobre o mesmo período do ano passado. O saldo comercial é positivo em apenas US$ 70,2 milhões o que é 94,8% inferior a Jan/julho de 2013.