Em junho, comércio varejista cresce 2,7% na Bahia

Publicado: 14/08/2014 Última atualização: 06/10/2026 às 09:46


A variação superou a nacional que registrou a taxa positiva de 0,8%, considerando a mesma base de comparação.




O Indicador do comércio varejista  na Bahia revelou, no mês de junho, volume de negócios de 2,7%, em relação a igual mês no ano de 2013, ocupando a vigésima primeira posição em relação às demais unidades federativas. Essa variação superou a nacional que registrou a taxa positiva de 0,8%, considerando a mesma base de comparação. Na análise sazonal, o varejo na Bahia variou negativamente em 1,8%. Esses dados foram apurados pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizada em âmbito nacional e analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento.

O desempenho das vendas do varejo no mês de junho em relação a igual mês do ano passado foi influenciado pelos feriados decorrentes da realização da Copa do Mundo, assim como a fatores como juros elevados, encarecimento do crédito e baixo índice de confiança  dos consumidores. Nem mesmo, a comemoração do Dia dos Namorados, terceira melhor data de faturamento do setor, conseguiu incrementar as vendas.

ANÁLISE DE DESEMPENHO DO VAREJO POR RAMO DE ATIVIDADE

Em junho de 2014, os dados do comércio varejista do estado da Bahia, quando comparados a junho de 2013, revelam que seis dos oito ramos que compõem o Indicador do Volume de Vendas apresentaram resultados positivos. Listados pelo grau de magnitude das taxas em ordem decrescente, têm-se: Outros artigos de uso pessoal e doméstico (19,9%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (11,8%); Livros, jornais, revistas e papelaria (10,8%); Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (3,5%); Combustíveis e lubrificantes (3,4%); Móveis e eletrodomésticos (1,1%). Registraram comportamento negativo: Tecidos, vestuário e calçados (-6,5%); e Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-31,4%).

O maior impulsionador das vendas na Bahia, em junho, foi o segmento de Outros artigos de uso pessoal e doméstico com a taxa de 19,9%. Apesar da redução no número de dias úteis comparado com o mesmo mês do ano anterior, o aquecimento nos negócios é resultado das vendas de artigos festivos em comemoração ao São João no Nordeste e dos souvenir decorrentes à realização da Copa do Mundo.

Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo foi o segundo maior impulsionador das vendas no comércio varejista da Bahia. Segmento de maior peso para o Indicador de Volume de Vendas do Comércio Varejista, a atividade foi favorecida por comercializar produtos de primeira necessidade e produtos ligados aos festejos juninos, apesar da redução na carga horária comercial praticada pelos comerciantes em função da Copa.

A terceira maior contribuição veio do segmento Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos. O desempenho da atividade se deve à comemoração do Dia dos Namorados e pela busca da qualidade de vida e cuidados pessoais dos consumidores.

COMPORTAMENTO DO COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO

O comércio varejista ampliado, que inclui o varejo e mais as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, apresentou em junho decréscimo de 4,1% nas vendas. Nos últimos 12 meses a expansão no volume de negócios foi de 2,5%.

O segmento de Veículos, motos, partes e peças voltou a registrar variação negativa (-19,4%), em relação a igual mês do ano anterior. A queda nas vendas reflete o crédito mais seletivo por parte das financeiras, diante do nível de inadimplência. Em relação ao segmento Material de Construção também se observa recuo nas vendas (-4,9%). Esse resultado decorre das comemorações dos festejos juninos e da realização da Copa do Mundo, pois muitos consumidores adiaram as obras e reformas em andamento.