O comércio varejista na Bahia apresentou no mês de julho crescimento de 2,7% em relação a igual mês no ano de 2013, ocupando a sétima posição em relação às demais unidades federativas. A variação registrada pelo estado superou a nacional que registrou, na mesma base de comparação, a taxa negativa de 0,9%. Na análise sazonal (comparação de julho com junho de 2014), o varejo na Bahia variou negativamente em 0,2%. Esses dados foram apurados pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC/IBGE) e analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI/Seplan).
O crescimento moderado das vendas no mês de julho em relação a igual mês do ano passado é creditado, em parte, segundo o IBGE, ainda aos efeitos da Copa do Mundo e a menor disposição das famílias em consumir. Em outra, a conjuntura desfavorável, reflexo dos juros elevados, encarecimento do crédito e baixo índice de confiança dos consumidores.
Em julho de 2014, os dados do comércio varejista do estado da Bahia, quando comparados a julho de 2013, revelam que cinco dos oito ramos que compõem o Indicador do Volume de Vendas apresentaram resultados positivos. Listados pelo grau de magnitude das taxas em ordem decrescente, têm-se: Outros artigos de uso pessoal e doméstico (13,1%); Livros, jornais, revistas e papelaria (11,1%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (10,1%); Combustíveis e lubrificantes (10,0%); e Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (3,8%). Registraram comportamento negativo: Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-27,4%); Móveis e eletrodomésticos (-8,7%); e Tecidos, vestuário e calçados (-2,9%).
Combustíveis é destaque em julho
O maior impulsionador do indicador de vendas na Bahia, em junho, foi o segmento de Combustíveis e lubrificantes com a taxa de 10,0%. Esse comportamento na Bahia pode ser atribuído ao fato dos preços dos combustíveis se mostrarem abaixo da inflação geral (4,3% contra 6,5%, segundo o IPCA) e ao efeito base, já que em 2013, o segmento apresentou por 12 meses consecutivos desempenho negativo (out./12 - set./13).
Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo foi o segundo maior impulsionador da taxa da PMC. Segmento de maior peso para o Indicador de Volume de Vendas do Comércio Varejista, a atividade foi favorecida pelo alívio da inflação em alguns produtos comercializados pelo setor.
A terceira maior contribuição veio do segmento Outros artigos de uso pessoal e doméstico que registrou a taxa de 13,1%. De acordo com a análise do IBGE, esta atividade, por englobar diversos segmentos como lojas de departamento, ótica, joalheria, artigos esportivos, brinquedos, etc, foi menos impactada pela redução da carga horária decorrente da Copa do Mundo.A terceira maior contribuição veio do segmento Outros artigos de uso pessoal e doméstico que registrou a taxa de 13,1%. De acordo com a análise do IBGE, esta atividade, por englobar diversos segmentos como lojas de departamento, ótica, joalheria, artigos esportivos, brinquedos, etc, foi menos impactada pela redução da carga horária decorrente da Copa do Mundo.
Por outro lado, o desempenho do segmento de Móveis e eletrodomésticos (-8,7%) foi decisivo para arrefecer o ritmo de crescimento do comércio varejista na Bahia. O desaquecimento do consumo no ramo reflete o menor ritmo de crescimento do crédito com recursos livres, a baixa confiança e elevado grau de endividamento dos consumidores.
COMPORTAMENTO DO COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO
O comércio varejista ampliado, que inclui o varejo e mais as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, apresentou em julho decréscimo de 1,4% nas vendas. Nos últimos 12 mese, a expansão no volume de negócios foi de 2,3%. O segmento de Veículos, motos, partes e peças voltou a registrar variação negativa (-9,7%), em relação a igual mês do ano anterior. Além da redução do número de dias úteis, em função da realização da Copa do Mundo, o desempenho da atividade, em relação ao mesmo mês do ano anterior, continua refletindo o crédito mais seletivo por parte das financeiras, diante do nível de inadimplência. Outro aspecto a ressaltar é que a conjuntura desfavorável desestimula o consumidor a comprometer o orçamento por um período mais longo.
Em relação ao segmento Material de Construção também se observa recuo nas vendas (-2,4%). Esse resultado decorre do menor número de dias úteis no mês, pois muitos consumidores adiaram as obras e reformas em andamento.