Mesa redonda aborda a vida e as contribuições de Rômulo Almeida no X EEB

Publicado: 19/09/2014 Última atualização: 06/10/2026 às 09:46

No segundo dia (19) do X Encontro de Economia Baiana, os economistas Fernando Pedrão (Unifacs) e Ihering Alcoforado (UFBA), mediados por Eduardo Almeida, filho de Rômulo Almeida, realizaram a mesa redonda Rômulo Almeida e o Desenvolvimento Brasileiro e Baiano. Antes do debate, a SEI, a Desenbahia e o Programa de Pós-Graduação em Economia da UFBA, organizadores do encontro, entregaram uma placa comemorativa à família do planejador e político por sua importância nas transformações econômicas, sociais e políticas que impactaram o Brasil em sua época.

“Agradeço essa homenagem, que eu reputo justa, porque Rômulo Almeida deve ser lembrado, principalmente, como um exemplo de homem cívico para os jovens”, disse Eduardo Almeida. No debate, o professor Fernando Pedrão frisou que “ele era um homem muito digno, corajoso e ousado, que buscou compreender a economia”. Pedrão destacou como uma das principais contribuições do planejador a concepção do Banco do Nordeste do Brasil, instituição que nasce com a função de ajudar no desenvolvimento da região. O palestrante lembrou também que a Comissão de Planejamento Econômico (CPE), outra criação de Rômulo Almeida, foi uma inovação à época e referência para outros estados brasileiros.

Dentre as influências para a formação de Rômulo Almeida, foram citados Isaías Alves e Landulfo Alves (tios maternos), além de Getúlio Vargas, do qual foi assessor econômico durante o governo eleito, e o empresário Roberto Simas. “Ele sempre trabalhou considerando a interação da economia regional com a economia nacional”, disse Ihering Alcoforado, que afirmou fazer parte do seu legado a legitimação do Estado nacional-desenvolvimentista.

Com iniciativas e preocupações também nas áreas sociais, culturais e ambientais, seu filho Eduardo Almeida o descreve como um homem contrário ao sectarismo e com uma visão sistêmica e um pensamento totalizante sobre a realidade. “Ele entendia o desenvolvimento como um ato político”.

Olhando para a história de Rômulo Almeida, uma das oportunidades de reflexão sobre o planejamento nos dias de hoje é que “o planejamento deve ser entendido como uma questão politica, uma questão de definir qual caminho e qual projeto. Não é uma questão para ser resolvida de forma meramente técnica”, sinalizou o economista Fernando Pedrão ao final do debate.