
“Pobreza na Bahia em 2010: dimensões, territórios e dinâmicas regionais” é o tema da mais nova revista lançada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI/Seplan). A edição 97 da Série Estudos e Pesquisas (SEP) já está disponível no site da SEI.
“Pobreza na Bahia em 2010: dimensões, territórios e dinâmicas regionais” é o tema da mais nova revista lançada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI/Seplan). A edição 97 da Série Estudos e Pesquisas (SEP) está disponível no site da SEI e aborda a distribuição e a concentração da pobreza no território baiano segundo quatro grandes extremos geográficos da Bahia.
O estudo foi realizado pela equipe da Diretoria de Pesquisas da SEI e a primeira discussão tem como foco a pobreza, observada em seus aspectos multidimensionais. “Nesse sentido, se buscou realizar uma leitura desse fenômeno considerando dimensões relacionadas com condições de vida que, isoladamente e/ou inter-relacionadas, fossem capazes de caracterizar um indivíduo como pobre. Desse modo, selecionaram-se as dimensões de Renda, Moradia, Demografia, Saúde e Educação. Com bases nas informações referentes a essas dimensões produziram-se indicadores que permitiram compreender os reflexos do processo diretamente sobre os cidadãos”, apresenta o texto introdutório.
As análises foram realizadas em quatro macro áreas do estado, vistos como os extremos geográficos da Bahia. As dimensões citadas são uma área ao sul, nordeste, centro e toda a extensão em volta do Rio São Francisco. O estudo também traz uma análise do desenvolvimento regional estadual, elencando-se aspectos históricos e estruturais relevantes para a conformação socioeconômica e espacial da pobreza no estado. Nas considerações finais, o trabalho oferece subsídios para possíveis políticas públicas destinadas a enfrentar efetivamente o fenômeno da pobreza baiana.
As manchas de pobreza evidenciadas no trabalho designam aglomerações espaciais significativas que indicam maior ou menor incidência das cinco dimensões de pobreza avaliadas. Partindo-se da premissa de que a geração de pobreza é indissociada da produção da riqueza, e de que tais fenômenos são fruto de um mesmo processo amplamente associado à dinâmica da acumulação no capitalismo, foi realizada uma breve análise do desenvolvimento regional na Bahia. Buscou-se identificar os elementos históricos e econômicos que moldaram o território baiano e influenciaram os padrões de desenvolvimento das suas distintas regiões de uma maneira desbalanceada, concentrada espacial e setorialmente.
A revista completa pode ser acessada gratuitamente na internet.