Produção industrial baiana recuou 1,0% em maio

Publicado: 10/07/2015 Última atualização: 06/10/2026 às 09:45

Em maio de 2015, a produção industrial (de transformação e extrativa mineral) da Bahia, ajustada sazonalmente, recuou 1,0% frente ao mês imediatamente anterior, segunda taxa negativa consecutiva, uma vez que em abril registrou -5,6%. Na comparação com igual mês do ano anterior, a indústria baiana assinalou declínio de -5,5%, sétima queda consecutiva. Nos primeiros cinco meses de 2015, recuou 10,9%, em comparação ao mesmo período de 2014. O indicador, no acumulado nos últimos 12 meses, mostrou recuo de 6,0% frente ao mesmo período do ano anterior, praticamente mesmo resultado observado em abril último (-6,1%). As informações foram analisadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan).

No confronto com igual mês do ano anterior, a indústria apresentou decréscimo de 5,5%, com dez das doze atividades pesquisadas assinalando queda na produção. Os setores de Veículos (-19,5%) e Metalurgia (-25,6%) apresentaram os principais impactos negativos no período, com destaque para a redução na fabricação automóveis e barras, perfis, vergalhões e ligas de cobre. Outros resultados negativos no indicador foram observados nos segmentos de Produtos químicos (-10,9%), Produtos alimentícios (-12,8%), Celulose e papel (-11,9%), Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-68,7%) e Bebidas (-13,9%). As contribuições positivas vieram de Produtos derivados de petróleo e biocombustíveis (17,2%) e Couros, artigos para viagem e calçados (2,6%).

Nos primeiros cinco meses de 2015, comparado com o mesmo período do ano anterior, a taxa da produção industrial baiana registrou decréscimo de 10,9%. Nove dos doze segmentos da Indústria geral influenciaram o resultado no período, com destaque para Produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, que registrou queda de 25,9%. Importante ressaltar, também, os resultados negativos assinalados por Metalurgia            (-24,6%), Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-66,8%), Produtos químicos (-4,5%), Produtos alimentícios (-5,2%), Minerais não-metálicos (-10,5%) e Bebidas (-15,2%). Positivamente, destacaram-se Veículos (19,0%), impulsionado não só pela maior fabricação de automóveis, mas também pela baixa base de comparação, uma vez que esse setor recuou 25,4% nos primeiros cinco meses de 2014. Vale citar, também, os acréscimos assinalados por Celulose, papel e produtos de papel (3,8%) e Couros, artigos para viagem e calçados (4,2%).

No acumulado dos últimos 12 meses, comparada com o mesmo período do ano anterior, a taxa da produção industrial baiana registrou decréscimo de 6,0%. Nove dos doze segmentos da Indústria geral influenciaram o resultado no período, com destaque para Produtos derivados de petróleo e biocombustíveis, que registrou queda de 9,5%. Importante ressaltar, também, os resultados negativos assinalados por Veículos (-3,1%), Metalurgia (-18,4%), Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos             (-51,9%) e Produtos minerais não metálicos (-7,2%). Positivamente, destacaram-se Produtos químicos (2,7%), Couros, artigos para viagem e calçados (3,6%) e Celulose, papel e produtos de papel (1,7%).

A redução no ritmo da produção industrial nacional, com taxa de -8,8%, na comparação entre maio de 2015 com o mesmo mês do ano anterior, foi acompanhada por doze dos quatorze locais pesquisados, com destaque para os recuos mais acentuados assinalados por Ceará (-13,9%), São Paulo (-13,7%), Amazonas (-13,7%), Rio Grande do Sul (-13,3%), Paraná (-10,1%) e Santa Catarina (-9,9%). Por outro lado, Espírito Santo (18,0%) e Pará (6,8%) obtiveram resultados positivos nesse mês.

Nos primeiros cinco meses de 2015, onze dos quatorze locais pesquisados apontaram taxas negativas. As principais quedas no período foram registradas por Amazonas (-17,3%), Rio Grande do Sul (-11,5%), Bahia (-10,9%), Ceará (-9,4%), Paraná (-8,8%) e São Paulo (-8,6%); enquanto Espírito Santo (18,0%) e Pará (6,8%) apresentaram os maiores avanços.