Taxa de desemprego fica estável na RMS

Publicado: 25/11/2015 Última atualização: 06/10/2026 às 09:44


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As informações captadas pela Pesquisa de Emprego e Desemprego, realizada pela SEI em parceria com o DIEESE, SEADE e SETRE, mostram que, em outubro, a taxa dedesemprego total da Região Metropolitana de Salvador ficou estável em 19,4% da População Economicamente Ativa (PEA). Segundo suas componentes, a taxa de desemprego aberto diminuiu de 14,2%, em setembro, para os atuais 13,8%; e a de desemprego oculto aumentou de 5,2% para 5,5%.



As informações captadas pela Pesquisa de Emprego e Desemprego, realizada pela SEI em parceria com o DIEESE, SEADE e SETRE, mostram que, em outubro, a taxa dedesemprego total da Região Metropolitana de Salvador ficou estável em 19,4% da População Economicamente Ativa (PEA). Segundo suas componentes, a taxa de desemprego aberto diminuiu de 14,2%, em setembro, para os atuais 13,8%; e a de desemprego oculto aumentou de 5,2% para 5,5%.

O contingente de desempregados foi estimado em 358 mil pessoas, em outubro, 4 mil a mais que no mês anterior. Esse pequeno crescimento foi resultado do aumento do contingente de pessoas no mercado de trabalho (19 mil), em número superior ao da criação de ocupações (15 mil). A taxa de participação – indicador que estabelece a proporção de pessoas com 10 anos ou mais presentes no mercado de trabalho como ocupadas ou desempregadas – aumentou de 56,1% para 56,6%, no período em análise.

No mês de outubro, o contingente de ocupados cresceu 1,0%, ao passar de 1.472 mil para 1.487 mil pessoas. Segundo os principais setores de atividade econômica analisados, houve redução do nível de ocupação na Indústria de transformação (4 mil ou 3,5%) e no Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (4 mil ou 1,4%), aumento no setor de Serviços (19 mil ou 2,1%) e relativa estabilidade na Construção (1 mil ou 0,8%).

Segundo a posição na ocupação, o contingente de trabalhadores assalariados aumentou (9 mil ou 0,9%), como decorrência exclusiva do acréscimo no setor público (9 mil ou 6,8%), já que no setor privado não houve variação entre os empregados com carteira assinada e sem carteira assinada. Registrou-se acréscimo no contingente de empregados domésticos (7 mil ou 6,0%) e na categoria outras posições ocupacionais, que incluem empregadores, trabalhadores familiares e donos de negócio familiar, entre outros (3 mil ou 4,2%), enquanto reduziu o número de trabalhadores autônomos (4 mil ou 1,4%).

Entre agosto e setembro de 2015, o rendimento médio real reduziu 0,8% para os ocupados e aumentou 0,5% para os assalariados. Seus valores monetários passaram a equivaler a R$ 1.250 e R$ 1.352, respectivamente.

A massa de rendimento médio real decresceu para os ocupados (1,0%) e ficou relativamente estável para os assalariados (+0,1%). No primeiro caso, devido ao decréscimo do rendimento médio real, já que o nível de ocupação quase não variou. Em relação aos assalariados, o resultado refletiu a relativa estabilidade tanto do salário médio quanto do nível de emprego.

Entre os meses de outubro de 2014 e de 2015, a taxa de desemprego total na RMS aumentou, ao passar de 17,3% para 19,4% da PEA. Esse resultado deveu-se à elevação das taxas de desemprego aberto e oculto, que passaram de 12,6% para 13,8% e de 4,7% para 5,5%, respectivamente.

O contingente de desempregados aumentou, nos últimos 12 meses, em 36 mil pessoas. Esse resultado deveu-se à eliminação de 54 mil postos de trabalho, número superior ao de pessoas que saíram da PEA (18 mil). A taxa de participação diminuiu de 58,2% para os atuais 56,6%.

Ainda em relação a outubro do ano passado, o número de ocupados diminuiu 3,5, ao passar de 1.541 mil pessoas para 1.487 mil. Entre os setores de atividade econômica analisados, todos tiveram redução: Construção (25 mil ou 16,6%), Indústria de transformação (7 mil ou 6,0%), Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (4 mil ou 1,4%) e Serviços (10 mil ou 1,1%).

Segundo a posição na ocupação, nos últimos 12 meses, o emprego assalariado retraiu-se (49 mil ou 4,6%), devido à redução do assalariamento no setor privado (38 mil ou 4,2%) e no setor público (13 mil ou 8,4%). No setor privado, decresceu o número de assalariados com carteira de trabalho assinada (39 mil ou 4,9%) e, entre os sem carteira assinada, relativa estabilidade (1 mil ou 0,9%). Houve redução do número de autônomos (16 mil ou 5,4%) e de empregados domésticos (2 mil ou 1,6%), enquanto cresceu o contingente do agregado outras posições ocupacionais, que incluem empregadores, trabalhadores familiares e donos de negócio familiar, entre outros (13 mil ou 21,3%).

Entre setembro de 2014 e de 2015, reduziram-se os rendimentos médios reais dos ocupados (7,2%) e dos assalariados (6,7%). Nesse período, houve redução na massa de rendimentos dos ocupados (10,5%) e dos assalariados (10,1%), em ambos os casos, devido aos decréscimos do rendimento médio real e, menos intensamente, do nível de ocupação.