De acordo com as informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), sistematizadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), referentes ao mês de outubro de 2015, a Bahia totalizou um saldo negativo de -10.409 postos de trabalho com carteira assinada .O resultado expressa a diferença entre o total de 47.888 admissões e 58.297 desligamentos. O saldo registrado em outubro situou-se em um patamar inferior ao contabilizado em igual período do ano anterior (-6.207 postos) e representa o menor resultado da série para os meses de outubro (2005-2015). Com o saldo negativo de outubro, o emprego com carteira assinada apresentou o sétimo mês seguido de perda, com uma elevação do ritmo da perda em relação a setembro de 2015 (-4.291 postos), incluindo as declarações fora do prazo.
Setorialmente, em outubro, na Bahia, todos os oito segmentos registraram saldo negativo: Serviços (-2.922 postos), Construção Civil (-2.671 postos), Agropecuária (-2.182 postos), Indústria de Transformação (-1.100 postos), Comércio (-1.093 postos), Extrativa Mineral (-189 postos), Serviços Industriais de Utilidade Pública – SIUP (-129 postos) e Administração Pública (-123 postos).
No acumulado dos dez primeiros meses de 2015, seis setores contabilizaram saldos negativos: Construção Civil (-29.594 postos), Serviços (-13.468 postos), Comércio (-10.521 postos), Indústria de Transformação (-2.529 postos), Serviços Industriais de Utilidade Pública (-935 postos) e Extrativa Mineral (-151 postos). Dois setores apresentaram saldos acumulados positivos: Agropecuária, Ext. Vegetal, Caça e Pesca (+4.931 postos) e Administração Pública (+2.020 postos).
Análise regional – A Bahia encerrou 10.409 postos em outubro de 2015, ocupando a 9ª posição dentre os estados da Região Nordeste e a 24ª posição no Brasil em termos de saldo de postos de trabalho. Na Região Nordeste, sete estados totalizaram saldos negativos: a Bahia (-10.409 postos), Pernambuco (-5.821 postos), Ceará (-4.787 postos), Maranhão (-2.311 postos), Paraíba (-760 postos), Piauí (-591 postos) e Rio Grande do Norte (-470 postos). Dos nove estados nordestinos, dois contabilizaram saldos positivos: Alagoas (+6.456 postos) e Sergipe (+1.063 postos).
Acumulado do Ano – No acumulado dos dez primeiros meses do ano, a Bahia apresentou um saldo de emprego da ordem de -50.247 postos de trabalho, levando em conta a série ajustada, que incorpora as informações declaradas fora do prazo. A Bahia ocupou a 22ª posição no país e a oitava no Nordeste. No ano, Pernambuco foi o estado que eliminou mais postos no mercado de trabalho formal nordestino (-70.999 postos), seguido pela Bahia (-50.247 postos), Ceará (-18.942 postos), Paraíba (-10.752 postos), Rio Grande do Norte (-8.301 postos), Alagoas (-7.182 postos), Maranhão (-5.870 postos) e Sergipe (-3.306 postos). Dos estados do Nordeste, Piauí (+1.283 postos) foi o único que apresentou um total acumulado positivo nos dez primeiros meses de 2015.
Análise RMS e Interior – Analisando os dados referentes aos saldos de emprego distribuídos dentro do estado da Bahia, em outubro de 2015, verifica-se que o resultado do emprego foi negativo na RMS e no Interior. De forma mais precisa, no Interior foram fechados 5.989 postos, e na Região Metropolitana de Salvador encerrou-se 4.420 postos de trabalho celetista.
Quanto ao saldo de emprego, de janeiro a outubro de 2015, o estado encerrou 50.247 postos. Enfatiza-se que a participação do Interior do estado e da RMS foram negativas. O Interior encerrou 9.370 postos, enquanto a RMS perdeu 40.877 posições de trabalho com carteira assinada.
Análise Municipal – Em outubro de 2015, os municípios com mais de 30.000 habitantes que tiveram os menores saldos de empregos formais foram: Salvador (-3.048 postos), Lauro de Freitas (-1.392 postos), Casa Nova (-652 postos) e Feira de Santana (-633 postos). Por outro lado, Mucuri (+148 postos) e Camaçari (+117 postos) destacaram-se na criação de novas oportunidades de trabalho formal na Bahia.