O Indicador de Confiança do Empresariado Baiano (ICEB), índice que avalia as expectativas das entidades representativas do setor produtivo do estado, calculado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), apresentou, em dezembro, piora de 19 pontos em relação ao mês anterior.
Em dezembro, portanto, a Pesquisa revelou um quadro de maior pessimismo, com o indicador marcando -479 pontos, ante o registro de -460 em novembro. Apesar do esfriamento, a expectativa geral do empresariado baiano continuou na zona de Pessimismo. O mês de dezembro registrou o segundo menor valor da série, abaixo apenas da leitura feita em outubro passado (-481 pontos). No ano, a pontuação do indicador assumiu a mínima histórica em nove ocasiões.
O recuo do nível de confiança, observado neste mês, ocorreu em todos os setores – com Agropecuária, Indústria e Serviços permanecendo na zona dePessimismo e Comércio adentrando a região de Grande Pessimismo.
A Agropecuária demonstrou piora da confiança e registrou -359 pontos em dezembro, maior queda entre os setores e menor nível de sua série – mantendo-se, entretanto, como o segmento menos pessimista. As expectativas da Indústria, pela segunda vez seguida, pioraram, atingindo -453 pontos – segunda menor pontuação em sua série. Com a menor queda de confiança entre os setores e seu nível chegando a -500 pontos, Serviços deixou de ser o segmento mais pessimista em dezembro. E, com -511 pontos, pior marca no intervalo de janeiro a dezembro, Comércio se tornou o setor mais pessimista no mês.
No mês de dezembro, tanto a expectativa referente ao cenário econômico quanto a relacionada à performance das empresas retrocederam, com aquela recuando mais – o que ampliou a distância entre os indicadores e contribuiu para assentar a confiança, quanto às variáveis econômicas, como a mais pessimista.
Enquanto o indicador de confiança, para as variáveis econômicas, registrou -573 pontos em dezembro, aquele referente ao desempenho das empresas marcou -432 pontos. O retrocesso da percepção, para ambos os recortes, foi generalizado, pois ocorreu nos quatro setores investigados.
Em dezembro, mais uma vez, todas as variáveis obtiveram avaliações negativas. PIB Nacional e PIB Estadual foram as variáveis com piores expectativas do empresariado baiano. Em contrapartida, apesar de negativos, Câmbio e Juros foram aquelas com indicadores de confiança menos pessimistas. Pela sondagem, 65,5% dos entrevistados indicaram redução igual ou superior a 1% do PIB Nacional no futuro; 48,8% dos representantes patronais vislumbram uma retração igual ou superior a 1% no PIB Estadual; 36,2% apontaram o Câmbio como desfavorável nos próximos trinta dias; e 43,8% declararam que os Juros devem variar entre 2,0 e -2,0 pontos percentuais em relação ao patamar atual nos próximos doze meses.