Taxa de desemprego aumenta 0,6% em dezembro na RMS

Publicado: 27/01/2016 Última atualização: 06/10/2026 às 09:44

As informações captadas pela Pesquisa de Emprego e Desemprego, realizada pela SEI, em parceria com o DIEESE, SEADE e SETRE, mostram que, em dezembro, a taxa de desemprego total da Região Metropolitana de Salvador teve pequeno aumento, ao passar de 19,6%, em novembro, para os atuais 19,9% da População Economicamente Ativa (PEA). Segundo suas componentes, a taxa de desemprego aberto elevou-se de 13,9% para 14,3%, e a de desemprego oculto passou de 5,7% para 5,6%.

O contingente de desempregados foi estimado em 377 mil pessoas, 10 mil a mais que no mês anterior. Este resultado decorreu do aumento do nível de ocupação (geração de 9 mil postos de trabalho, ou 0,6%), em número insuficiente para absorver o crescimento da População Economicamente Ativa – PEA (19 mil pessoas passaram a fazer parte da força de trabalho da região, ou 1,0%). A taxa de participação – indicador que estabelece a proporção de pessoas com 10 anos ou mais presentes no mercado de trabalho como ocupadas ou desempregadas – aumentou de 57,4% para 57,9%, no período em análise.

No mês de dezembro, o contingente de ocupados cresceu 0,6%, ficando estimado em 1.516 mil pessoas. Segundo os setores de atividade econômica analisados, houve crescimento do nível de ocupação no setor de Serviços (geração de 17 mil postos de trabalho, ou 1,8%), na Construção (2 mil ou 1,6%) e estabilidade na
Indústria de Transformação e redução no Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (eliminação de 6 mil postos de trabalho, ou -2,1%).

Segundo posição na ocupação, o contingente de trabalhadores assalariados aumentou (criação de 17 mil postos de trabalho, ou 1,6%), como decorrência do acréscimo no setor público (19 mil ou 13,4%) e da relativa estabilidade no setor privado (eliminação de 2 mil postos de trabalho, ou -0,2%). Registrou-se decréscimo no contingente de trabalhadores autônomos (-9 mil ou -3,2%) e na categoria outras posições ocupacionais, que incluem empregadores, trabalhadores familiares e donos de negócio familiar, entre outros (-1 mil ou -1,4%), e aumento entre os empregados domésticos (2 mil ou 1,7%).

Entre outubro e novembro de 2015, o rendimento médio real aumentou 2,7% para os ocupados e 2,5% para os assalariados. Seus valores monetários passaram a equivaler a R$ 1.304 e R$ 1.393, respectivamente.

A massa de rendimento médio real aumentou para os ocupados e assalariados (3,9% e 5,1%, respectivamente), refletindo, em ambos os casos, aumento do rendimento médio real e do nível de ocupação.

 

COMPORTAMENTO EM 12 MESES

Entre os meses de dezembro de 2014 e de 2015, a taxa de desemprego total na RMS aumentou, ao passar de 16,3% para 19,9% da PEA. Esse resultado deveu-se à elevação das taxas de desemprego aberto e oculto, que passaram de 11,3% para 14,3% e de 5,0% para 5,6%, respectivamente.

O contingente de desempregados aumentou, nos últimos 12 meses, em 72 mil pessoas. Esse resultado deveu-se à redução do nível de ocupação (eliminação de 48 mil postos de trabalho, ou -3,1%) e ao aumento da População Economicamente Ativa – PEA (24 mil pessoas passaram a fazer parte da força de trabalho da região, ou 1,3%). A taxa de participação diminuiu de 58,2% para os atuais 57,9%, no período em análise.

Ainda em relação a dezembro do ano passado, o número de ocupados diminuiu 3,1%, ao passar de 1.564 mil pessoas para 1.516 mil. Setorialmente, registrou-se redução no Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (eliminação de 32 mil postos de trabalho, ou 10,3%), na Construção (26 mil ou 17,1%), e na Indústria de transformação (12 mil ou 9,7%). Houve aumento apenas no setor de Serviços (geração de 27 mil postos de trabalho, ou 2,9%).

Segundo posição na ocupação, nos últimos 12 meses, o emprego assalariado retraiu-se (eliminação de 22 mil postos de trabalho, ou 2%) devido à redução do assalariamento no setor privado (37 mil ou 4%) e ao crescimento do número de empregos públicos (geração de 16 mil postos de trabalho, ou 11,0%). No setor privado, decresceu o número de assalariados com carteira de trabalho assinada (35 mil ou 4,3%) e sem carteira assinada (2 mil ou -1,8%). Houve redução do número de autônomos (23 mil ou 7,8%) e de empregados domésticos (6 mil ou 4,7%) e aumento do agregado outras posições ocupacionais, que incluem empregadores, trabalhadores familiares e donos de negócio familiar, entre outros (3 mil ou 4,5%).

Entre novembro de 2014 e de 2015, reduziram-se os rendimentos médios reais dos ocupados (6,7%) e dos assalariados (7,7%).

Nesse período, houve retração na massa de rendimentos dos ocupados (10,0%) e dos assalariados (11,5%), em ambos os casos, devido aos decréscimos do rendimento médio real e do nível de ocupação.