As informações captadas pela Pesquisa de Emprego e Desemprego na Região Metropolitana de Salvador (PED-RMS), realizada pela SEI, em parceria com a Setre, a Fundação SEADE e o Dieese, mostram, em 2015, redução no nível de ocupação (-2,9%). O impacto do número de postos de trabalho fechados (-45 mil) na taxa de desemprego e no número de pessoas na situação de desemprego (aumento de 20 mil) somente não foi maior devido à diminuição da População Economicamente Ativa – PEA - (-25 mil). O contingente de desempregados foi estimado em 345 mil pessoas, o de ocupados em 1.500 mil e a PEA em 1.845 mil. No ano em análise, a Taxa de Participação - indicador que estabelece a proporção de pessoas com 10 anos ou mais presentes no mercado de trabalho como ocupadas ou desempregadas – diminuiu ao passar de 58,7% para 56,9%.
A taxa de desemprego total voltou a crescer, ao passar de 17,4%, em 2014, para 18,7% em 2015. No período analisado, houve aumento da taxa de desemprego aberto (de 12,6% para 13,6%) e variação da taxa de desemprego oculto (de 4,9% para 5,0%). Entre as componentes desta última, a taxa de desemprego oculto pelo trabalho precário variou de 4,2% para 4,4% e a de desemprego oculto pelo desalento de 0,7% para 0,6%.
O desempenho do nível ocupacional refletiu as retrações na Construção (-19,4% ou eliminação de 30 mil postos de trabalho) e, em menor proporção, no Comércio e Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas (-4,3% ou 13 mil) e na Indústria de Transformação (-1,6% ou 2 mil), não compensadas pelo ligeiro crescimento nos Serviços (0,6% ou geração de 6 mil postos de trabalho).
Na análise por posição na ocupação, observou-se que o contingente de assalariados diminuiu 2,5%, representando o fechamento de 26 mil posições de trabalho, resultado exclusivamente da redução do emprego no setor privado (-28 mil ou -3,1%), uma vez que houve pequeno aumento da ocupação no setor público (2 mil empregos, ou 1,4%). No segmento privado, reduziu-se o assalariamento com carteira de trabalho assinada (eliminação de 14 mil postos ou 1,8%) e sem carteira ( 12 mil postos ou 10,3%). Diminuíram o número de trabalhadores autônomos (-14 mil ou -4,8%) e de empregados domésticos (-10 mil ou -7,9%). O quantitativo de empregadores permaneceu constante e o daqueles das demais posições ocupacionais - inclui donos de negócio familiar, trabalhadores familiares sem remuneração, profissionais liberais e outras posições ocupacionais – cresceu (5 mil ou 19,2%).
No ano de 2015, o rendimento médio real decresceu tanto para os ocupados (-2,8%) como para os assalariados (-4,2%). Em termos monetários, a remuneração média dos ocupados passou a equivaler a R$ 1.337 e a dos assalariados, a R$ 1.420.
No ano em análise, reduziram-se as massas de rendimentos reais dos ocupados (-5,5%) e dos assalariados (-6,4%). No caso dos ocupados, esse resultado decorreu da redução do nível de ocupação (-2,9%) e do rendimento médio real (-2,7%). Já o comportamento da massa salarial derivou da redução do nível de emprego (-2,5%) e, com mais intensidade, da retração do salário médio (-4,1%).