ICEB marca -528 pontos em janeiro

Publicado: 24/02/2016 Última atualização: 06/10/2026 às 09:43

O Indicador de Confiança do Empresariado Baiano (ICEB), índice que avalia as expectativas das entidades representativas do setor produtivo do estado, calculado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), apresentou, em janeiro de 2016, piora de 49 pontos em relação ao mês anterior.

O ICEB revelou um quadro de maior pessimismo, marcando -528 pontos em janeiro, ante o registro de -479 em dezembro. A atrofia da confiança do empresariado baiano no mês conduziu o indicador ao nível mais baixo desde o começo da pesquisa. O resultado de janeiro sucede uma alta de 21 pontos em novembro e uma queda de 19 pontos em dezembro.

Com esfriamento pelo segundo mês seguido, a expectativa geral do empresariado baiano adentrou, pela primeira vez, a zona de Grande Pessimismo. O recuo do nível de confiança, no entanto, não foi disseminado setorialmente, pois dois setores não elevaram o pessimismo: Agropecuária e Comércio.

A Agropecuária demonstrou leve melhora da confiança em janeiro, aumento de 4 pontos, e se manteve como atividade menos pessimista. No mês anterior, o setor registrou -359 pontos e, agora, -355 – segundo menor nível de sua série. Com recuo de 54 pontos, as expectativas da Indústria, pela terceira vez seguida, pioraram, passando de -453 para -507 pontos – a menor pontuação em sua série. O nível de confiança do setor de Serviços caiu 76 pontos, passando de -500, em dezembro, para -576 em janeiro. Com a maior queda entre os segmentos, Serviços voltou ao posto de mais pessimista. O maior avanço da confiança no mês – aumento de 34 pontos – ficou com o Comércio, que deixou o posto de setor mais pessimista, assumido em dezembro. O indicador passou de -511 pontos, em dezembro, para -477, em janeiro deste ano.

O recuo da confiança em janeiro foi motivado pela deterioração da avaliação tanto do cenário econômico quanto da performance das empresas. Enquanto o indicador de confiança, para as variáveis econômicas, registrou -588 pontos, aquele referente ao desempenho das empresas marcou -498 pontos. O retrocesso da percepção, para ambos os recortes, não foi generalizado, pois não acometeu todos os setores investigados.

Em janeiro, mais uma vez, todas as variáveis obtiveram avaliações negativas. PIB Nacional e Crédito foram as variáveis com piores expectativas do empresariado baiano. Em contrapartida, apesar de negativas, Câmbio e Juros foram aquelas com indicadores de confiança menos pessimistas.

Pela sondagem, 65,2% dos entrevistados indicaram redução igual ou superior a 1% do PIB Nacional no futuro; 52,8% dos entrevistados acham que o Crédito não estará atrativo; 40,9% apontaram o Câmbio como desfavorável nos próximos trinta dias; e 47,2% declararam que os Juros devem variar entre 2,0 e -2,0 pontos percentuais em relação ao patamar atual nos próximos doze meses.