Aumenta a Taxa de desemprego na RMS

Publicado: 30/03/2016 Última atualização: 06/10/2026 às 09:43

As informações captadas pela Pesquisa de Emprego e Desemprego, realizada pela SEI, em parceria com Dieese, Setre-BA e Seade, mostram que a taxa de desemprego total da Região Metropolitana de Salvador cresceu em fevereiro de 2016, passando de 19,1%, em janeiro, para 20,2% da População Economicamente Ativa (PEA). Segundo suas componentes, a taxa de desemprego aberto aumentou de 13,6% para 14,2%, e a de desemprego oculto de 5,5% para 6,0%.


O contingente de desempregados foi estimado em 377 mil pessoas, 21 mil a mais do que no mês anterior. Este resultado decorreu exclusivamente da redução do nível de ocupação (21 mil postos de trabalho), já que a População Economicamente Ativa (PEA) permaneceu estável. A taxa de participação – indicador que estabelece a proporção de pessoas com 10 anos ou mais presentes no mercado de trabalho como ocupadas ou desempregadas – passou de 57,0% para 56,9%, no período em análise.


No mês de fevereiro, o contingente de ocupados teve redução de 1,4%, ficando estimado em 1.489 mil pessoas. Segundo os setores de atividade econômica analisados, houve acréscimo na Indústria de transformação (6 mil ou 5,6%) e decréscimo do nível de ocupação no Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (13 mil ou 4,5%), nos Serviços (13 mil ou 1,4%) e, em menor proporção, na Construção (1 mil ou 0,8%).


Segundo a posição na ocupação, o contingente de trabalhadores assalariado reduziu (25 mil ou 2,4%), em decorrência do declínio da ocupação no setor privado (21 mil ou 2,3%) e no setor público (6 mil postos ou 3,9%). No setor privado, registrou-se declínio entre os trabalhadores com carteira assinada (13 mil ou 1,6%) e entre aqueles sem carteira assinada (8 mil ou 7,5%). Houve redução no agregado outras posições ocupacionais, que inclui empregadores, trabalhadores familiares e donos de negócio familiar, entre outros (3 mil ou 4,3%) e no contingente de trabalhadores autônomos (2 mil ou 0,7%); enquanto o número de empregados domésticos aumentou (9 mil ou 8,0%).


Entre dezembro de 2015 e janeiro de 2016, o rendimento médio real ficou estável para os ocupados e se elevou para os assalariados (0,9%). Os valores monetários equivaleram a R$ 1.336 e R$ 1.428, respectivamente. A massa de rendimento médio real ficou relativamente estável para os ocupados (-0,4%) e aumentou para os assalariados (1,4%). Entre os ocupados, o resultado derivou de pequeno decréscimo no nível de ocupação, já que o rendimento médio real não variou. Entre os assalariados, o aumento refletiu a variação positiva tanto do nível de emprego quanto do rendimento médio real.


Comportamento em 12 meses

Entre os meses de fevereiro de 2015 e de 2016, a taxa de desemprego total na RMS aumentou, ao passar de 16,4% para 20,2% da PEA. Esse resultado deveu-se à elevação das taxas de desemprego aberto e oculto, que passaram de 11,3% para 14,2% e de 5,0% para 6,0%, respectivamente.

O contingente de desempregados cresceu, nos últimos 12 meses, em 74 mil pessoas. Tal comportamento foi motivado pela redução do nível de ocupação (eliminação de 54 mil postos de trabalho) e pelo aumento da População Economicamente Ativa (PEA) (incremento de 20 mil pessoas). A taxa de participação diminuiu de 57,3% para 56,9%, no período em análise.

Ainda em relação a fevereiro do ano passado, o número de ocupados caiu 3,5% (Tabela 2 e Gráfico 2), ao passar de 1.543 mil pessoas para 1.489 mil. Setorialmente, registrou-se redução no contingente da Indústria de transformação (27 mil postos ou 19,3%), no Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (16 mil ou 5,5%) e na Construção (15 mil ou 10,6%). O setor de Serviços permaneceu relativamente estável (+ 4 mil ou + 0,4%).


Segundo a posição na ocupação, nos últimos 12 meses, o emprego assalariado retraiu-se (43 mil ou 4,0%) devido à redução do assalariamento no setor privado (51 mil ou 5,5%), já que no setor público o número de empregos aumentou (7 mil ou 5,0%). No setor privado, decresceu o número de assalariados com carteira de trabalho assinada (46 mil ou 5,5%) e o de sem carteira assinada (5 mil ou 4,9%). Houve declínio no contingente de trabalhadores autônomos (14 mil ou 5,0%) e acréscimo no de empregados domésticos (3 mil ou 2,5%). Enquanto permaneceu estável o agregado outras posições ocupacionais, que inclui empregadores, trabalhadores familiares e donos de negócio familiar, entre outros.

Entre janeiro de 2015 e de 2016, os rendimentos médios reais dos ocupados e dos assalariados reduziram-se na mesma intensidade (7,4%).

Nesse período, houve retração na massa de rendimentos dos ocupados (10,1%) e dos assalariados (9,3%), em ambos os casos, devido aos decréscimos do rendimento médio real e, em menor proporção, do nível de ocupação.