Confiança do empresariado baiano melhora seu patamar em fevereiro

Publicado: 11/03/2016 Última atualização: 06/10/2026 às 09:43

O Indicador de Confiança do Empresariado Baiano (ICEB), índice que avalia as expectativas das entidades representativas do setor produtivo do estado, calculado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), apresentou, em fevereiro de 2016, um quadro de menor pessimismo comparativamente ao mês anterior.

O indicador de fevereiro assumiu a terceira pior marca de sua sequência. O indicador marcou -480 pontos no referido mês, melhora de 48 pontos em relação a janeiro, quando atingiu o mais baixo valor de sua série, -528 pontos. O resultado de fevereiro sucede uma piora de 19 pontos em dezembro e outra de 49 pontos em janeiro.

Com o abrandamento ocorrido em fevereiro, a expectativa geral do empresariado baiano retornou à zona de Pessimismo, deixando a de Grande Pessimismo frequentada no mês antecedente. A melhora do nível de confiança observada neste mês, no entanto, não foi disseminada setorialmente, pois dois segmentos ampliaram o pessimismo: Agropecuária e Comércio.

A Agropecuária demonstrou leve piora da confiança em fevereiro, recuo de 8 pontos, mas se manteve como atividade menos pessimista. No mês anterior, o setor registrou -355 pontos e, agora, -363 – menor nível de sua série. As expectativas da Indústria, após três quedas seguidas, melhoraram, passando de -507 para -414 pontos, revelando o maior avanço entre os indicadores setoriais de confiança – elevação de 93 pontos. O nível de confiança do setor de Serviços recuperou 58 pontos de um mês ao outro, passando de -576, em janeiro, para -518 em fevereiro. Apesar do segundo maior avanço entre os setores, Serviços continuou com o posto de mais pessimista. O maior recuo da confiança no mês – diminuição de 33 pontos – ficou com o Comércio, que assumiu o posto de segundo setor mais pessimista. O indicador do setor de Comércio passou de -477 para -510 pontos de um mês ao outro.

No mês de fevereiro, o avanço da confiança foi motivado pela melhora da avaliação tanto do cenário econômico quanto da performance das empresas. Enquanto o indicador de confiança, para as variáveis econômicas, registrou -573 pontos, aquele referente ao desempenho das empresas marcou -433 pontos. A melhora da percepção, para ambos os recortes, não foi generalizada, pois não acometeu todos os setores investigados.

Em fevereiro, mais uma vez, todas as variáveis obtiveram avaliações negativas. PIB Nacional e PIB Estadual foram as variáveis com piores expectativas do empresariado baiano. Em contrapartida, apesar de negativas, Exportação e Câmbio foram aquelas com indicadores de confiança menos pessimistas.

Pela sondagem, 61,9% dos entrevistados indicaram redução igual ou superior a 1% do PIB Nacional no futuro; para o PIB Estadual, esse percentual ficou em 47,1% dos representantes patronais; no que concerne à expectativa para as exportações, 44,0% apostam na estabilidade da demanda externa; e 38,6% apontaram o Câmbio como favorável nos próximos trinta dias.