Confiança do empresariado baiano recua em março

Publicado: 11/04/2016 Última atualização: 06/10/2026 às 09:43

O Indicador de Confiança do Empresariado Baiano (ICEB), índice que avalia as expectativas das entidades representativas do setor produtivo do estado, calculado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) , autarquia da Secretaria de Planejamento (SEPLAN), apresentou, em março, um quadro de maior pessimismo comparativamente ao mês anterior.

O indicador de março assumiu a segunda pior marca de sua sequência. O indicador marcou -509 pontos no referido mês, piora de 29 pontos em relação a fevereiro, quando havia registrado -480 pontos. O resultado sucede uma piora de 49 pontos em janeiro e uma melhora de 48 pontos em fevereiro.

Com o esfriamento deste mês, a expectativa geral do empresariado baiano adentrou, pela segunda vez, a zona de Grande Pessimismo. O recuo do nível de confiança observado no mês, no entanto, não foi disseminado setorialmente, já que um dos setores não exibiu elevação do pessimismo: Agropecuária.

A Agropecuária demonstrou leve melhora da confiança em março. Com aumento de 16 pontos, único avanço entre os setores, a atividade se manteve como a menos pessimista No mês anterior, o setor registrou -363 pontos e, agora, -347. As expectativas da Indústria, após a recuperação do mês passado, pioraram, passando de -414 para -504 pontos, revelando o maior recuo entre os indicadores setoriais de confiança – diminuição de 90 pontos no mês. O nível de confiança do setor de Serviços caiu seis pontos, passando de -518, em fevereiro, para -524 em março. Diante da menor queda entre os setores, Serviços deixou o posto de segmento mais pessimista. O segundo maior recuo da confiança no mês – diminuição de 36 pontos – ficou com o Comércio, que assumiu o posto de setor mais pessimista, com seu indicador passando de -510 pontos para -546 de um mês ao outro.

No mês de março, o recuo da confiança foi motivado pela piora da avaliação tanto do cenário econômico quanto da performance das empresas. Enquanto o indicador de confiança, para as variáveis econômicas, registrou -609 pontos, aquele referente ao desempenho das empresas marcou -459 pontos. No que se refere ao contexto econômico, a piora da percepção acometeu todos os setores; mas não foi generalizada quanto às variáveis de âmbito empresarial, pois a Agropecuária reduziu seu pessimismo quanto a este aspecto.

Em março, mais uma vez, todas as variáveis obtiveram avaliações negativas. PIB Nacional e PIB Estadual foram as variáveis com piores expectativas do empresariado baiano. Em contrapartida, apesar de negativas, Câmbio e Exportação foram aquelas com indicadores de confiança menos pessimistas.

Pela sondagem, 70,4% dos entrevistados indicaram redução igual ou superior a 1% do PIB Nacional no futuro; para o PIB Estadual, esse percentual ficou em 52,4% dos representantes patronais; no que concerne ao Câmbio, 37,5% apontaram que estará desfavorável; e 34,6% apostam na estabilidade da demanda externa.