De acordo com as informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), sistematizadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia - SEI, a Bahia contabilizou um saldo negativo de 4.803 postos de trabalho com carteira assinada em março de 2016. Tal resultado expressa a diferença entre o total de 50.588 admissões e 55.391 desligamentos. O saldo registrado em março situou-se em um patamar inferior ao contabilizado em igual período do ano anterior (-1.167 postos) e superior ao do mês de fevereiro de 2016 (-5.051 postos), incluindo as declarações fora do prazo.
Setorialmente, em março, cinco segmentos contabilizaram saldos negativos: Comércio (-3.085 postos), Serviços (-1.630 postos), Indústria de Transformação (-1.547 postos), Extrativa Mineral (-103 postos) e Serviços Industriais de Utilidade Pública (-66 postos). Três setores absorveram trabalhadores celetistas: Administração Pública (+920 postos), Agropecuária (+704 postos) e Construção Civil (+4 postos).
No acumulado dos últimos três meses, cinco setores de atividade registraram saldos negativos, destes, o pior saldo foi o de Comércio (-6.635 postos), seguido por Serviços (-5.374 postos), Indústria da Transformação (-2.487 postos), Construção Civil (-1.096 postos) e Serv. Industriais de Utilidade Pública (-79 postos). Os setores que apresentaram saldos positivos foram: Administração Pública (+2.082 postos), Agropecuária, Ext. Vegetal, Caça e Pesca (+1.845 postos) e Extrativa Mineral (+18 postos).
Análise regional - A Bahia (-4.803 postos) ocupou a sexta posição no saldo de postos de trabalho dentre os estados nordestinos e a 20ª posição no Brasil em março de 2016. Na Região Nordeste, todos os estados apresentaram saldos negativos. O estado com o pior saldo foi Pernambuco (-11.383 postos), seguido por Alagoas (-9.872 postos), Sergipe (-5.827 postos), Bahia (-4.803 postos), Ceará (-4.701 postos), Paraíba (-3.856 postos), Rio Grande do Norte (-2.383 postos), Maranhão (-2.307 postos) e Piauí (-1.137 postos).
Acumulado do Ano – No acumulado dos três últimos meses, a Bahia apresentou um saldo de emprego da ordem de -11.726 postos de trabalho, isso levando em conta a série ajustada, que incorpora as informações declaradas fora do prazo. Este resultado fez com que a Bahia ocupasse a vigésima primeira posição no país e o sexto lugar no nordeste no que diz respeito a geração de empregos. Na derradeira posição na região nordestina, está Pernambuco (-40.676 postos), seguido por Alagoas (-22.680 postos), Ceará (-17.533 postos), Bahia (-11.726 postos), Maranhão (-11.043 postos), Paraíba (-10.218 postos), Rio Grande do Norte (-9.992 postos), Sergipe (-8.426 postos) e Piauí (-6.762 postos). Todos os estados nordestinos totalizaram saldo negativo no acumulado de janeiro a março de 2016.
Análise RMS e Interior - Analisando os dados referentes aos saldos de empregos distribuídos no estado, em março de 2016, constata-se que o resultado do emprego foi negativo tanto na RMS quanto no interior. De forma mais precisa, na Região Metropolitana de Salvador foram encerrados 3.756postos de trabalho e no interior fecharam 1.047 posições celetistas.
Quanto ao saldo de emprego de janeiro a março de 2016, enfatiza-se que a RMS (-9.930) e o interior (-1.796) encerraram postos de trabalho com carteira assinada.
Análise Municipal - Entre os municípios com mais de 30 mil habitantes que tiveram os menores saldos de empregos, em março de 2016, ressaltam-se Salvador (-2.201 postos), Lauro de Freitas (-1.224 postos) e Camaçari (-480 postos). Em contrapartida, Dias D´Ávila (+392 postos), Alagoinhas (+290 postos) e Luis Eduardo Magalhães (+274 postos) se destacaram na criação de novas oportunidades de trabalho formal na Bahia.