Aumenta taxa de desemprego na RMS

Publicado: 27/04/2016 Última atualização: 06/10/2026 às 09:43

As informações captadas pela Pesquisa de Emprego e Desemprego, realizada pela SEI, em parceria com Dieese, Setre e Seade, mostram que a taxa de desemprego total da Região Metropolitana de Salvador cresceu em março de 2016, passando de 20,2%, em fevereiro, para 21,3% da População Economicamente Ativa (PEA). Segundo suas componentes, a taxa de desemprego aberto aumentou de 14,2% para 15,2%, e a de desemprego oculto oscilou de 6,0% para 6,1% .

O contingente de desempregados foi estimado em 395 mil pessoas, 18 mil a mais do que no mês anterior. O resultado decorreu das reduções no nível de ocupação (32 mil postos de trabalho) e na População Economicamente Ativa ? PEA (– 14 mil). A taxa de participação – indicador que estabelece a proporção de pessoas com 10 anos ou mais presentes no mercado de trabalho como ocupadas ou desempregadas – passou de 56,9% para 56,4%, no período em análise.

No mês de março, o contingente de ocupados teve redução de 2,1%, ficando estimado em 1.457 mil pessoas. Segundo os setores de atividade econômica analisados, houve decréscimo no setor de Serviços (26 mil ou 2,7%), na Construção (5 mil ou 3,9%) e na Indústria de transformação (4 mil ou 3,5%). O Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas ficou relativamente estável (+1 mil, ou +0,4%).

Segundo a posição na ocupação, o contingente de trabalhadores assalariados reduziu (30 mil ou 2,9%), em decorrência do declínio da ocupação no setor privado (7 mil ou 0,8%) e, em maior proporção, no setor público (22 mil postos ou 15,0%). No setor privado, registrou-se relativa estabilidade entre os trabalhadores com carteira assinada (-2 mil ou -0,3%) e redução entre aqueles sem carteira assinada (5 mil ou 5,1%). Houve crescimento no agregado outras posições ocupacionais, que inclui empregadores, trabalhadores familiares e donos de negócio familiar, entre outros (6 mil ou 9,0%) e estabilidade no contingente de trabalhadores autônomos (-1 mil ou -0,4%), enquanto declinou o contingente de empregados domésticos (7 mil ou 5,7%).

Entre janeiro e fevereiro de 2016, o rendimento médio real diminuiu para os ocupados (4,1%) e para os assalariados (4,8%). Os valores monetários equivaleram a R$ 1.292 e R$ 1.371, respectivamente (Tabela 4). 6. A massa de rendimento médio real reduziu tanto para os ocupados (5,2%) quanto para os assalariados (6,8%). Em ambos os casos, o resultado derivou de quedas no nível de ocupação e, principalmente, no rendimento médio real.

COMPORTAMENTO EM 12 MESES - Entre os meses de março de 2015 e de 2016, a taxa de desemprego total na RMS aumentou, ao passar de 17,3% para 21,3% da PEA. Esse resultado deveu-se à elevação das taxas de desemprego aberto e oculto, que passaram de 12,3% para 15,2% e de 5,1% para 6,1%, respectivamente. No mesmo período, o contingente de desempregados cresceu em 76 mil pessoas. Tal comportamento foi motivado pela redução do nível de ocupação (eliminação de 69 mil postos de trabalho) e pelo pequeno aumento da População Economicamente Ativa (PEA) (incremento de 7 mil pessoas). A taxa de participação diminuiu de 57,2% para 56,4%.

Ainda em relação a março do ano passado, o número de ocupados declinou 4,5%, ao passar de 1.526 mil pessoas para 1.457 mil. Setorialmente, registrou-se redução no contingente da Indústria de transformação (28 mil postos ou 20,4%), no setor de Serviços (27 mil ou 2,8%), na Construção (8 mil ou 6,2%) e no Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (7 mil ou 2,5%).

Segundo a posição na ocupação, nos últimos 12 meses, o emprego assalariado retraiu-se (65 mil ou 6,1%) devido à redução do assalariamento no setor privado (37 mil ou 4,0%) e no setor público (28 mil ou 18,3%). No setor privado, decresceu o número de assalariados com carteira de trabalho assinada (28 mil ou 3,4%) e o de sem carteira assinada (9 mil ou 8,8%). Houve declínio também no contingente de trabalhadores autônomos (11 mil ou 4,0%), acréscimo no agregado outras posições ocupacionais, que inclui empregadores, trabalhadores familiares e donos de negócio familiar, entre outros (6 mil ou 9,0%) e relativa estabilidade entre os empregados domésticos (1 mil ou 0,9%). Entre fevereiro de 2015 e de 2016, os rendimentos médios reais dos ocupados e dos assalariados reduziram-se 10,8% e 11,1%, respectivamente.

Nesse período, houve retração na massa de rendimentos dos ocupados (13,8%) e dos assalariados (14,4%). Em ambos os casos, devido aos decréscimos do rendimento médio real e, em menor proporção, do nível de ocupação.