De acordo com as informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), sistematizadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), o estado contabilizou um saldo negativo de 3.022 postos de trabalho com carteira assinada em abril de 2016. Tal resultado expressa a diferença entre o total de 48.136 admissões e 51.158 desligamentos. O saldo registrado em abril situou-se em um patamar inferior ao contabilizado em igual mês do ano anterior (-893 postos) e superior ao do mês de março de 2016 (-4.803 postos), sem incluir as declarações fora do prazo.
Setorialmente, quatro segmentos exibiram saldos negativos na Bahia em abril: Construção Civil (-3.457 postos), Comércio (-1.802 postos), Serviços (-1.407 postos) e Extrativa Mineral (-84 postos). Em contrapartida, quatro setores absorveram trabalhadores celetistas: Indústria de Transformação (+1.983 postos), Agropecuária (+1.538 postos), Serviços Industriais de Utilidade Pública (+108 postos) e Administração Pública (+99 postos).
No acumulado dos últimos quatro meses, cinco setores de atividade registraram saldos negativos, destes, o pior desempenho foi o de Comércio (-8.651 postos), seguido por Serviços (-6.382 postos), Construção Civil (-4.167 postos), Indústria de Transformação (-501 postos) e Extrativa Mineral (-65 postos). Os setores que apresentaram saldos positivos foram: Agropecuária (+3.676 postos), Administração Pública (+2.251 postos) e Serviços Industriais de Utilidade Pública (+28 postos).
A Bahia (-3.022 postos) ocupou a sexta posição no saldo de postos de trabalho dentre os estados nordestinos e a 20ª posição no Brasil, em abril de 2016. Na Região Nordeste, todos os estados apresentaram saldos negativos. O estado com o pior saldo foi Alagoas (-7.102 postos), seguido por Pernambuco (-5.255 postos), Maranhão (-3.031 postos), Bahia (-3.022 postos), Rio Grande do Norte (-2.652 postos), Ceará (-2.266 postos), Sergipe (-1.262 postos), Paraíba (-1.054 postos) e Piauí (-348 postos).
No acumulado dos quatro últimos meses, a Bahia apresentou um saldo de emprego da ordem de -13.811 postos de trabalho, levando-se em conta a série ajustada, que incorpora as informações declaradas fora do prazo. Este resultado fez com que o estado ocupasse a 21ª posição no país e a sexta no nordeste no que diz respeito à geração de empregos com carteira assinada. Na derradeira posição na região nordestina ficou Pernambuco (-45.710 postos), seguido por Alagoas (-30.814 postos), Ceará (-19.505 postos), Bahia (-13.811 postos), Maranhão (-13.780 postos), Rio Grande do Norte (-12.662 postos), Paraíba (-11.159 postos), Sergipe (-9.964 postos) e Piauí (-7.440 postos). Todos os estados nordestinos totalizaram saldo negativo no acumulado de janeiro a abril de 2016.
Analisando-se os dados referentes aos saldos de empregos distribuídos no estado em abril de 2016, constata-se que o resultado do emprego foi negativo na RMS e positivo no interior. De forma mais precisa, na Região Metropolitana de Salvador foram encerrados 5.193 postos de trabalho e o interior criou 2.171 posições celetistas.
Quanto ao saldo de emprego de janeiro a abril de 2016, da mesma forma, enfatiza-se que a RMS fechou 14.822 postos de trabalho celetista e o interior gerou 1.011 postos de trabalho com carteira assinada.
Entre os municípios com mais de 30 mil habitantes que tiveram os menores saldos de empregos em abril de 2016, ressaltam-se Salvador (-3.695 postos), Camaçari (-784 postos) e Simões Filho (-431 postos). Em contrapartida, Juazeiro (+1.982 postos), Eunaápolis (+721 postos) e Itamaraju (+361 postos) se destacaram na criação de novas oportunidades de trabalho formal na Bahia.