De acordo com as informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), sistematizadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), o estado contabilizou um saldo negativo de 6.052 postos de trabalho com carteira assinada em maio de 2016. Tal resultado expressa a diferença entre o total de 44.702 admissões e 50.754 desligamentos. O saldo registrado em maio situou-se em um patamar superior ao contabilizado em igual mês do ano anterior (-7.419 postos) e inferior ao do mês de abril de 2016 (-3.579 postos), incluindo as declarações fora do prazo.
Setorialmente, seis segmentos exibiram saldos negativos na Bahia em maio: Construção Civil (-3.454 postos), Serviços (-2.736 postos), Comércio (-2.112 postos), Indústria de Transformação (-706 postos), Extrativa Mineral (-307 postos) e Serviços Industriais de Utilidade Pública (-234 postos). Em contrapartida, dois setores absorveram trabalhadores celetistas: Agropecuária (+3.407 postos) e Administração Pública (+90 postos).
No acumulado dos últimos cinco meses, seis setores de atividade registraram saldos negativos, destes, o pior desempenho foi o de Comércio (-11.096 postos), seguido por Serviços (-9.350 postos), Construção Civil (-7.603 postos), Indústria de Transformação (-1.164 postos), Extrativa Mineral (-390 postos) e Serviços Industriais de Utilidade Pública (-185 postos). Os setores que apresentaram saldos positivos foram: Agropecuária (+7.181 postos) e Administração Pública (+2.338 postos).
A Bahia (-6.052 postos) ocupou a nona posição no saldo de postos de trabalho dentre os estados nordestinos e a 24ª posição no Brasil, em maio de 2016. Na Região Nordeste, todos os estados apresentaram saldos negativos. O estado com o pior saldo foi a Bahia (-6.052), seguida por Pernambuco (-3.443 postos), Ceará (-2.906 postos), Rio Grande do Norte (-2.100 postos), Paraíba (-2.031 postos), Sergipe (-1.563 postos), Piauí (-1.043 postos), Alagoas (-813 postos) e Maranhão (-196 postos).
No acumulado dos cinco últimos meses, a Bahia apresentou um saldo de emprego da ordem de -20.269 postos de trabalho, levando-se em conta a série ajustada, que incorpora as informações declaradas fora do prazo. Este resultado fez com que o estado ocupasse a 22ª posição no país e a sexta no nordeste no que diz respeito à geração de empregos com carteira assinada. Na derradeira posição na região nordestina ficou Pernambuco (-49.829 postos), seguido por Alagoas (-31.657 postos), Ceará (-22.983 postos), Bahia (-20.269 postos), Rio Grande do Norte (-14.731 postos), Maranhão (-13.579 postos), Paraíba (-13.046 postos), Sergipe (-11.482 postos) e Piauí (-8.351 postos). Todos os estados nordestinos totalizaram saldo negativo no acumulado de janeiro a maio de 2016.
Analisando-se os dados referentes aos saldos de empregos distribuídos no estado em maio de 2016, constata-se que o resultado do emprego foi negativo na RMS e positivo no interior. De forma mais precisa, na Região Metropolitana de Salvador foram encerrados 7.107 postos de trabalho e o interior criou 1.055 posições celetistas.
Quanto ao saldo de emprego de janeiro a maio de 2016, da mesma forma, enfatiza-se que a RMS fechou 23.025 postos de trabalho celetista e o interior gerou 2.756 postos de trabalho com carteira assinada.
Entre os municípios com mais de 30 mil habitantes que tiveram os menores saldos de empregos em maio de 2016, ressaltam-se Salvador (-4.745 postos), Lauro de Freitas (-994 postos) e Feira de Santana (-883 postos). Em contrapartida, Eunápolis (+660 postos), Juazeiro (+475 postos) e Itamaraju (+466 postos) se destacaram na criação de novas oportunidades de trabalho formal na Bahia.