Luto: Morre Pedro dos Anjos, ator social com reconhecida contribuição na construção da Política Territorial na Bahia e no Brasil

11/12/2024

Faleceu, nesta quarta-feira (11), aos 72 anos, o articulador social Pedro dos Anjos. Ao longo da sua jornada de dedicação para construção da política territorial no Brasil e na Bahia, dentre outras contribuições, Pedro atuou como coordenador do Colegiado Territorial do Território de Identidade do Extremo Sul da Bahia e membro do Conselho Estadual de Desenvolvimento Territorial (Cedeter).     

O secretário do Planejamento, Cláudio Peixoto, recebeu com pesar a notícia. “É um dia de luto para todos que acreditam na participação social como forma de construir uma sociedade melhor. Eu registro os meus profundos sentimentos os familiares e amigos de Pedro, além do meu respeito e gratidão a este cidadão que continuará a nos trazer muita inspiração”.

Coordenador Executivo de Planejamento Territorial da Secretaria do Planejamento (Seplan), Thiago Xavier destacou a relevância do trabalho de Pedro dos Anjos, um dos pioneiros da política territorial na Bahia e no Brasil. “É uma figura icônica da política territorial. Realmente é um símbolo para todas as pessoas que trabalham na estrutura da governança, nos instrumentos da política territorial. Em 2003, quando o governo federal, por meio do MDA, lançou o Programa Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Territórios Rurais (PRONAT), Pedro já atuava em um grupo de trabalho com representações do governo estadual, do governo federal e da sociedade civil que nós criamos aqui na Bahia. Foi quando se discutiu os mapas, os primeiros ensaios de regionalização dos territórios”.

Xavier destaca que, como representante do extremo sul, Pedro foi o grande responsável pela construção do colegiado territorial da região. “Muito antes do Estado da Bahia e do Governo Federal adotarem os Territórios de Identidade como unidade de Planejamento, ele já tinha feito toda essa mobilização no extremo sul e na política territorial da Bahia como um todo. Foi membro do Cedeter, um dos primeiros conselheiros. Uma figura sempre muito atuante nas reuniões com suas opiniões. Ele já vinha dos movimentos sociais ali do extremo sul, também exercendo sua liderança, por isso que hoje a política territorial, os amigos, as famílias que militam nessa áreas estão muito sentidas com a partida do nosso querido amigo e lutador em prol do desenvolvimento dos territórios e do estado da Bahia”.

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