O Conselho Estadual de Desenvolvimento Territorial (Cedeter) realizou, nesta quarta-feira (09), no auditório da Secretaria do Planejamento do Estado da Bahia (Seplan), em Salvador, sua segunda reunião ordinária de 2025. Na ocasião, a Superintendência de Planejamento Estratégico (SPE/Seplan) apresentou aos conselheiros o processo de atualização do Plano de Desenvolvimento Integrado (PDI) Bahia 2050, instrumento de planejamento de longo prazo do governo estadual.
O encontro contou com a presença dos secretários Cláudio Peixoto (Planejamento) e Osni Cardoso (Desenvolvimento Rural), e abordou temas como a formação do Comitê Executivo de Governança da Rede de Atenção à Saúde nas Macrorregiões, o encaminhamento da revisão da resolução sobre a Reconfiguração Territorial e o Encontro de Dirigentes de Cultura da Bahia, este último como parte do processo de fortalecimento da cultura nos territórios.
Durante a abertura, o secretário do Planejamento, Cláudio Peixoto, destacou a relevância do trabalho de atualização do PDI e reforçou o convite para a participação ativa dos representantes territoriais. “Este é um tema muito caro para nós da Seplan. A agenda de longo prazo ganhou centralidade nacional e, aqui na Bahia, estamos atualizando o plano junto com o Governo Federal, por entendermos que se trata de uma ferramenta poderosa para enfrentar os desafios presentes e futuros — ambientais, sociais e econômicos — em um mundo que muda rapidamente e impõe muitas incertezas. Somente com planejamento conseguiremos fazer esse enfrentamento”, afirmou.
A importância da perspectiva territorial para a construção do PDI foi ressaltada pelo representante do território Médio Sudoeste da Bahia, Erotildes Neto. “A gente acredita muito em um plano de desenvolvimento pensado a longo prazo, porque acreditamos que política pública tem que ter norte, tem que ser assertiva. O que nós trouxemos para o debate é que concomitante ao desenvolvimento deste plano tem sido criado o Plano do Desenvolvimento Territorial Sustentável. A partir dele nós temos o entendimento dos territórios e assim compor um pensamento para o desenvolvimento da Bahia de forma mais ampla”, explica.
A atualização do PDI Bahia 2050 tem como objetivo alinhar as estratégias de longo prazo aos novos cenários econômicos, sociais e ambientais, com foco no desenvolvimento sustentável e integrado do estado. O plano parte de princípios como transparência, diversidade, representatividade, relevância estratégica e fundamentação em dados e evidências.
Durante a reunião, o secretário de Desenvolvimento Rural, Osni Cardoso, defendeu uma maior integração do Cedeter às políticas de desenvolvimento rural em nível estadual e federal. “Temos em mãos um grande instrumento, que é o Cedeter — formado por companheiros e companheiras comprometidos em discutir o desenvolvimento territorial a partir das bases, do povo, seja na cultura, na educação ou, principalmente, na produção de alimentos. Eles podem ser grandes parceiros das ações que vêm sendo apresentadas pelo governo Lula e pelo governador Jerônimo. Há muitos recursos disponíveis, como no caso do Plano Safra para a agricultura familiar. São quase R$ 100 bilhões para o Brasil, e a Bahia deve receber entre cinco e seis bilhões, com possibilidade de ampliação conforme nossa capacidade de execução. Se atuarmos bem e os territórios se alinharem a essa estratégia, conseguiremos qualificar e avançar na política de produção de alimentos”, avaliou.
O Cedeter é um órgão consultivo e de assessoramento, que apoia a formulação de políticas e estratégias voltadas ao desenvolvimento territorial sustentável e solidário da Bahia. Entre suas atribuições, estão o acompanhamento e o controle social da Política Territorial do Estado, do Plano Plurianual (PPA), da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e da Lei Orçamentária Anual (LOA).