Comércio varejista baiano cresce 2,5% em julho

12/09/2013

As vendas do comércio varejista baiano retomam, no mês de julho, ritmo de crescimento. O volume de negócios realizados nesse mês registrou expansão de 2,5% em relação a igual mês do ano passado. No varejo nacional a taxa foi positiva em 6,0%, considerando a mesma base de comparação. Segundo informações da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na análise sazonal o varejo na Bahia registrou crescimento de 0,9%. Os dados foram apurados por essa pesquisa realizada em âmbito nacional e analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento (Seplan).

A expansão no volume de vendas na Bahia, na comparação entre julho e junho de 2013, revela que o setor passa por um momento de recuperação. Ainda assim, as incertezas quanto ao comportamento da economia nos próximos meses refletem no comportamento retraído do consumidor, ratificado pelo o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Fundação Getúlio Vargas (FGV) que recuou 4,1% entre junho e julho de 2013, para 108,3 pontos, o menor nível desde maio de 2009 (103,6 pontos).

DESEMPENHO DO VAREJO POR RAMO DE ATIVIDADE

Em julho de 2013, os dados do comércio varejista do estado da Bahia, quando comparados a julho de 2012, revelam que seis de um total de oito ramos que compõem o Indicador do Volume de Vendas apresentaram resultados positivos. Listados pelo grau de magnitude das taxas em ordem decrescente, têm-se: Móveis e eletrodomésticos (15,7%) Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (15,7%); Livros, jornais, revistas e papelaria (14,4%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (12,6%); Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (3,4%); Tecidos, vestuário e calçados (1,8%). Para os subgrupos de Super e hipermercados, de Móveis, e de eletrodomésticos os resultados apurados foram positivos em 7,6%, 13,4% e 18,8%, respectivamente.

O comportamento das vendas no mês de julho foi determinado pelos segmentos de Móveis e eletrodomésticos, Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos e Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo. O maior impacto coube ao segmento de Móveis e eletrodomésticos que apresentou uma expansão nas vendas na ordem de 15,7%. Esse comportamento é atribuído à política de incentivo do governo ao consumo, através da manutenção de alíquotas de IPI reduzidas para os artigos desse segmento. Quando desagregado, observa-se que a maior contribuição veio das vendas de eletrodomésticos.

A segunda maior participação no comércio varejista baiano para o mês de julho foi do segmento de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos que registrou um crescimento de 15,7% nas vendas. A essencialidade dos produtos comercializados no ramo, associada ao aumento da procura por medicamentos antivirais, e à expansão da massa de salários são os principais aspectos explicativos para esse comportamento.

Com a expansão de 3,4%, o segmento de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo apresentou a terceira maior contribuição para o aquecimento dos negócios, nesse mês, para o varejo baiano. Apesar da sua extrema relevância para o setor, as vendas da atividade estão reprimidas em função do comportamento dos preços dos alimentos, que cresceram acima do índice geral no período de 12 meses. Quanto aos segmentos que contribuíram negativamente, têm-se: Combustíveis e lubrificantes (-13,2%); e Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-11,5%). O segmento de Combustíveis e lubrificantes registrou a décima queda consecutiva. Esse comportamento pode ser atribuído a alguns fatores como: ao crescimento exacerbado dos postos de Bandeira Branca que ao praticar guerras de preços acabam prejudicando os postos autorizados; e problemas com a seca e infraestrutura logística. Além desses aspectos, pode-se segundo informações do Sindicombustíveis atribuir esse comportamento ao aumento da carga tributária praticada sobre o Diesel.

Quanto ao comportamento de Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação observa-se uma variação negativa nas vendas pelo segundo mês consecutivo. Esse comportamento está relacionado com o processo de desvalorização do real frente ao dólar, pois há desestímulo a compra de produtos importados. Nesse aspecto, como uma grande parte dos produtos comercializados pela atividade tem componentes importados, as vendas acabam sendo atingidas.

COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO

O comércio varejista ampliado, que inclui o varejo e mais as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, apresentou em julho acréscimo de 2,0% nas vendas. No acumulado dos últimos 12 meses a expansão no volume de negócios foi de 5,8%.

O segmento de Veículos, motos, partes e peças registrou variação negativa de 0,5% em julho, em relação a igual mês do ano anterior. Esse resultado é atribuído ao efeito base, uma vez que em igual mês do ano passado as vendas estavam aquecidas em função dos incentivos concedidos pelo Governo. Nesse período, o IPI sobre carros 1.0 ficou em zero e o imposto sobre as demais cilindradas foi reduzido pela metade. No que tange ao segmento Material de Construção, este apresentou em julho crescimento de 8,5% nas vendas em relação a igual mês do ano passado. Esse comportamento, muito provavelmente é resultado da desoneração da folha de pagamento de empresas do segmento verificada a partir do mês de abril de 2013, refletida na queda dos preços no último mês de maio