Em janeiro, vendas no varejo baiano crescem 6,7%

14/03/2014
O comércio varejista da Bahia, em janeiro de 2014, registrou expansão de 6,7% nas vendas, em relação a igual mês do ano de 2013, segundo informações da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ocupando a décima segunda posição. Essa variação superou a nacional que registrou a taxa positiva de 6,2%, considerando a mesma base de comparação. Na análise sazonal, o varejo na Bahia cresceu 0,5%, superior à taxa de dezembro que caiu 0,2%. O aquecimento nas vendas, na comparação entre dezembro e janeiro de 2014, pode ser explicado pelo estímulo provocado nos consumidores com o reajuste de 6,78% no salário mínimo e as liquidações realizadas no período. Esses dados foram apurados por essa pesquisa realizada em âmbito nacional e analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento. A intensificação no ritmo de crescimento no varejo baiano se justifica em função da moderação dos preços no mês de janeiro. Conforme dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA do IBGE nesse mês a variação nos preços foi de 0,55%, abaixo 0,37 ponto percentual da taxa registrada em dezembro de 2013 (0,92%). ANÁLISE DE DESEMPENHO DO VAREJO POR RAMO DE ATIVIDADE Em janeiro de 2014, os dados do comércio varejista do estado da Bahia, quando comparados a janeiro de 2013, revelam que seis de um total de oito ramos que compõem o Indicador do Volume de Vendas apresentaram resultados positivos. Listados pelo grau de magnitude das taxas em ordem decrescente, têm-se: Livros, jornais, revistas e papelaria (31,8%); Combustíveis e lubrificantes (16,7%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (12,8%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (12,7%); Móveis e eletrodomésticos (5,2%); e Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (4,7%). Quando observado o segmento Tecidos, vestuário e calçados e Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação constata-se taxa negativa de 1,6% e 41,7%, respectivamente. Para os subgrupos de Super e hipermercados, o resultado apurado foi positivo em 6,8%. O de Eletrodomésticos cresceu 11,1%, em contrapartida a queda de 5,0% no subgrupo de móveis. O maior impulsionador das vendas na Bahia, em janeiro repetindo o desempenho do mês anterior foi o segmento de Combustíveis e lubrificantes. O registro pelo quarto mês consecutivo de uma taxa positiva consolida a mudança de comportamento do setor, que apresentou por doze meses, outubro/2012-setembro/2013 taxas negativas. Esse desempenho foi determinado pelo o efeito base, já que em igual mês do ano passado o segmento registrou variação negativa 9,5% e o período de férias, onde os consumidores costumam intensificar as viagens. A segunda maior contribuição veio do segmento de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo. Segmento de maior peso para o Indicador de Volume de Vendas do Comércio Varejista, a atividade apresentou crescimento devido à elevação do poder de compra dos consumidores em função do novo salário mínimo (6,8%) vigente a partir do primeiro dia do ano ficar acima da inflação de 5,9%. O segmento de Outros artigos de uso pessoal e doméstico foi o terceiro maior impulsionador das vendas no comércio varejista da Bahia. Por englobar ramos como lojas de departamento, que comercializam produtos de menor valor agregado, bem como ótica, artigos esportivos, brinquedos, etc. O aquecimento nos negócios realizados no segmento foi influenciado pela evolução positiva da massa de salários e as facilidades nas compras com cartão de crédito. O quarto maior impulsionador do volume de vendas foi Móveis e eletrodomésticos com a taxa de 5,2%. Apesar de registrar uma desaceleração no ritmo de crescimento, em função do fim da alíquota reduzida para linha branca, a atividade continua influenciando as vendas, sendo favorecida pelo programa Minha Casa Melhor. Quando desagregada, observa-se que a contribuição positiva veio das vendas de eletrodomésticos. O segmento Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação com a taxa de 41,7% registrou a maior variação negativa para o Indicador de Volume de Vendas na Bahia. O seu comportamento é atribuído à mudança de preços de microcomputadores e ao fato de boa parte dos produtos que compõem o setor serem comercializados pelo segmento de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, lojas de departamento, crescimento do comércio eletrônico, fato não contemplado pela PMC. Além do que no mês de janeiro os consumidores utilizam parte da sua renda para aquisições de materiais escolares. COMPORTAMENTO DO COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO O comércio varejista ampliado, que inclui o varejo e mais as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, apresentou em janeiro expansão de 4,0% nas vendas. Nos últimos 12 meses a expansão no volume de negócios foi de 1,5%. O segmento de Veículos, motos, partes e peças registrou variação negativa de 1,5% em janeiro, em relação a igual mês do ano anterior, quando a taxa foi positiva em 9,1%. Esse comportamento é explicado pela decisão do governo federal em elevar nesse mês o IPI que incide sobre veículos. No que tange ao segmento Material de Construção, este apresentou em janeiro crescimento de 3,3% nas vendas em relação a igual mês do ano passado. Esse comportamento continua sendo reflexo das condições favoráveis do crédito habitacional, somado ao programa governamental “Minha Casa Minha Vida”.