12/12/2012
O desempenho do comércio varejista da Bahia em outubro de 2012 revelou o aumento de 10,2% das vendas, em relação ao mesmo período do ano passado. Na comparação entre outubro e setembro de 2012, apresentou uma desaceleração (1,1%) no volume de vendas. Nas demais comparações, o comércio varejista cresceu 10,3% (janeiro a outubro de 2012) em relação ao mesmo período do ano anterior, e 9,1% no acumulado dos últimos 12 meses. Os dados foram apurados pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) realizada em âmbito nacional pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento.
O crescimento de 10,2% no varejo baiano reflete o cenário positivo de confiança no comércio. O incentivo ao consumo, proporcionado pela facilidade de acesso ao crédito, baixas taxas de juros e resultados no mercado de trabalho, associado ao fato de que as maiores demandas nesse setor ocorrem nas datas comemorativas, como os Dias das Crianças, corroborou para melhorar a confiança do consumidor, confirmada na melhoria do índice Nacional de Expectativa do consumidor (INEC) que aumentou 2,8% em outubro, alcançando 116,4 pontos.
No acumulado do ano, comparando-se com a média nacional e as demais unidades da federação, o crescimento do varejo baiano ocupa a nona posição, resultado acima da média nacional (8,9%).
ANÁLISE DE DESEMPENHO DO VAREJO POR RAMO DE ATIVIDADE - No mês de outubro, os dados do comércio varejista do estado da Bahia, quando comparados com o mês de outubro de 2011, revelam que sete dos oito ramos que compõem o Indicador do Volume de Vendas apresentaram resultados positivos. Listadas pelo grau de magnitude das taxas em ordem decrescente, têm-se: Outros artigos de uso pessoal e doméstico (39,8%); Livros, jornais, revistas e papelaria (33,0%); Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (17,2%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (16,8%); Tecidos, vestuário e calçados (12,8%); Móveis e eletrodomésticos (9,4%); e Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (8,4%). Para o subgrupo de Super e hipermercados o resultado apurado foi positivo em 8,4%. O segmento de Combustíveis e lubrificantes foi o único a apresentar, nesse mês, variação negativa (5,5%).
No mês de outubro o comportamento das vendas foi influenciado pelo desempenho do volume de transações no segmento de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo. Impulsionado pelo aumento do poder de compra da população, decorrente de uma estabilidade do emprego, este ramo contabilizou um crescimento no volume de vendas de 8,4% em outubro, sobre igual mês do ano anterior, a despeito do aumento dos preços na atividade, medido pelo Grupo Alimentação no domicílio, do IPCA, nos últimos 12 meses registrar, de acordo com o IBGE, elevação de 10,8%, contra a inflação média de 5,5%. No acumulado do ano a variação foi de 6,7% e nos últimos 12 meses, 5,8%.
No subgrupo Hipermercados e supermercados foi apurada uma variação 9,4% nas vendas em relação ao mesmo mês de 2011. No ano foi registrada uma variação de 5,6% e no acumulado dos últimos 12 meses de 4,7%. O segundo segmento a influenciar as vendas no mês foi Outros artigos de uso pessoal e doméstico que expandiu as vendas em 39,8%. Esse desempenho é atribuído às condições favoráveis a aquisição de crédito, ao comportamento das massas de salários, e à comemoração do Dia das Crianças.
A terceira maior contribuição para o varejo baiano decorreu do segmento de Móveis e eletrodomésticos que registrou a taxa de 9,4% no volume de vendas em relação a outubro de 2011. Esse resultado é atribuído à manutenção do crédito, e à redução de preços dos eletroeletrônicos favorecido pela manutenção da redução do IPI.
O segmento de combustíveis e lubrificantes, que em setembro foi um dos destaques para o Indicador do Volume de vendas para comércio baiano, apresentou em outubro a taxa negativa de 5,6% em relação a igual mês do ano passado. O desempenho do segmento pode ser atribuído à redução nas vendas de veículos no mês de outubro segundo a Federação Nacional da Distribuição de veículos (Fenabrave) e alta nos preços da gasolina verificada nos principais postos da capital baiana.
COMPORTAMENTO DO COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO - O comércio varejista ampliado, que inclui o varejo e mais as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, apresentou em outubro expansão de 17,5% nas vendas, em razão do comportamento dos dois segmentos que compõem o setor do varejo ampliado. Segundo a PMC, os ramos que não integram o indicador do varejo restrito obtiveram os seguintes resultados quanto à variação do volume de vendas no mês em questão: Veículos, motocicletas, partes e peças e Material de Construção.
O segmento de Veículos, motos, partes e peças registrou variação positiva de 38,7% em outubro, em relação a igual mês do ano anterior. Nos dez primeiros meses do ano a expansão registrada foi de 14,8% e, no acumulado dos últimos 12 meses, 10,5%. Esse resultado reflete à política de renúncia fiscal do governo decorrente à redução do IPI para os veículos novos.