A Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Econômicos (DIEESE), divulgou hoje o resultado da Pesquisa de Emprego e Desemprego da Região Metropolitana de Salvador (PED-RMS), A pesquisa mostra que a taxa de desemprego total da Região Metropolitana de Salvador aumentou de 17,3% da População Economicamente Ativa (PEA) para 18,6%, entre janeiro e fevereiro.
Em fevereiro, o contingente de desempregados foi estimado em 347 mil pessoas, 22 mil a mais que no mês anterior. Esse resultado deveu-se ao declínio no número de ocupados (38 mil), já que houve saída de pessoas do mercado de trabalho (16 mil). No período, foram eliminados 38 mil postos de trabalho, reduzindo o contingente de ocupados para 1.517 mil pessoas. Segundo os principais setores de atividade econômica analisados, apenas o setor de Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (6 mil ou 2,0%) teve desempenho positivo. Nos demais setores o número de postos de trabalho declinou: Serviços (37 mil ou 4,0%); Construção (5 mil ou 3,4%); e Indústria de transformação (1 mil ou 0,7%).
Segundo o tipo de inserção ocupacional, o contingente de trabalhadores assalariados diminuiu em relação ao mês anterior (34 mil ou 3,2%). Houve redução no setor público (11 mil ou 7,1%) e também no setor privado (21 mil ou 2,3%). Dentro deste último, verificou-se declínio no contingente de trabalhadores com carteira assinada (15 mil ou 1,9%) e no dos sem carteira assinada (6 mil ou 5,0%). Registrou-se também a redução no número de trabalhadores autônomos (6 mil ou 1,9%) e, com menor intensidade, no de empregados domésticos (1 mil ou 0,8%). Houve elevação apenas no contingente de ocupados do agregado outras posições ocupacionais, que inclui os empregadores, trabalhadores familiares e donos de negócios familiares (3 mil ou 4,9%).
No mês de janeiro, o rendimento médio real ficou relativamente estável tanto para os ocupados (-0,1%) quanto para os assalariados (-0,5%). Com estes resultados, os valores dos rendimentos médios reais foram estimados em R$ 1.100 e R$ 1.195, respectivamente.
COMPORTAMENTO EM 12 MESES - Em relação a fevereiro de 2012, a taxa de desemprego total aumentou, ao passar de 15,8% para os atuais 18,6% da PEA. O aumento deveu-se às elevações da taxa de desemprego aberto, de 10,9% para 12,5%, e da taxa de desemprego oculto, de 4,9% para 6,1%.
No mesmo período, o contingente de desempregados aumentou em 64 mil pessoas, devido a elevação no número de postos de trabalho (12 mil) ter sido inferior ao acréscimo da PEA (76 mil). A taxa de participação aumentou de 58,6% para 60,0%.Nos últimos 12 meses, o número de ocupados aumentou 0,8%, passando de 1.505 mil pessoas para 1.517 mil. Entre os principais setores de atividade econômica analisados, o nível ocupacional cresceu no Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (16 mil ou 5,5%) e na Indústria de transformação (9 mil ou 7,0%). Houve declínio na Construção (11 mil ou 7,3%), enquanto que o setor de Serviços (-1 mil ou -0,1%) manteve relativa estabilidade.
Segundo a posição na ocupação, nos últimos doze meses, o emprego assalariado cresceu (38 mil ou 3,8%), devido ao aumento do contingente do setor privado (57 mil ou 6,9%), visto que o do setor público apresentou redução (18 mil ou 11,2%). O setor privado registrou acréscimo no número de assalariados com carteira de trabalho assinada (68 mil ou 9,7%), enquanto houve decréscimo no de sem carteira assinada (11 mil ou 8,7%). Houve redução no contingente de trabalhadores Autônomos (16 mil ou 5,0%) e no de Domésticos (12 mil ou 9,1%). Por outro lado, aumentou no número de postos de trabalho no agregado Outras Posições Ocupacionais, que incluem empregadores, trabalhadores familiares e donos de negócio familiar (2 mil ou 3,2%).
Na comparação com janeiro de 2012, o rendimento médio real pouco variou para os ocupados (-0,5%) e decresceu para os assalariados (2,5%) .