21/10/2013
Os impactos da criação de um novo eixo viário interligando a Região Metropolitana de Salvador (RMS) ao Recôncavo e ao Baixo Sul será uma das abordagens debatidas nesta segunda-feira (21), no município de Valença, entre o secretário do Planejamento da Bahia, José Sergio Gabrielli, e lideranças políticas e empresariais da região. O encontro acontece no Centro de Dirigentes Lojistas (CDL) a partir das 19h.
Segundo Gabrielli, o projeto vai fomentar a reconfiguração urbana e o desenvolvimento regional em uma área que abrange 4,4 milhões de habitantes, afetando diretamente 800 mil pessoas. Entre os efeitos positivos esperados pelo projeto da ponte Salvador – Ilha de Itaparica, o titular da pasta do Planejamento destaca a “elevação da competitividade na região, o aumento da atratividade para instalação de novas empresas e indústrias, fortalecimento das atividades das empresas existentes (como o Estaleiro São Roque do Paraguaçu), bem como o fomento ao turismo e desenvolvimento imobiliário no litoral sul da Bahia e na Ilha de Itaparica”, afirma.
O secretário pontua ainda que “todos estes aspectos proporcionam um aumento de empregos na região, elevando a renda das famílias e melhorando a qualidade de vida da população”, conclui Gabrielli.
Cronograma
O cronograma de ações de 2013 inclui a contratação de estudos de sondagem, engenharia, impactos ambientais (EIA-RIMA), urbanísticos, além da realização de um convênio para estudos de hidráulica. O lançamento do edital para construção e concessão da ponte, por sua vez, está previsto para o primeiro semestre de 2014. A conclusão está estimada entre 48 e 60 meses,
O projeto do Governo da Bahia é um plano de desenvolvimento que se desdobra na construção de uma ponte, reconfiguração da BA-001 na Ilha de Itaparica, requalificação da ponte do Funil, construção da ligação entre Santo Antônio de Jesus e Castro Alves, além da qualificação da infraestrutura viária regional, bem como intervenções relacionadas à infraestrutura urbana e social na ilha. Todas estas intervenções que em 2010 demandaria um investimento de R$ 7 bilhões, atualmente está sendo revisto. Entre os motivos estão a redução da taxa de juros nestes três anos e o aprofundamento dos estudos de sondagem, engenharia, meio ambiente, correntes marítimas, impactos culturais e imateriais, bem como análises sobre o desenvolvimento urbano.
