Em setembro, varejo baiano cresce 3,0%

14/11/2013
A atividade de comércio varejista baiano cresceu 3,0% no mês de setembro, em relação a igual mês do ano passado, segundo informações da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No varejo nacional a taxa foi positiva em 4,1%, considerando a mesma base de comparação. Na análise sazonal, o varejo na Bahia registrou crescimento de 0,8%, inferior à taxa de agosto (2,1%). Os dados analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento. O ritmo moderado das vendas no varejo baiano é justificado pelo efeito base e pela greve dos bancários, verificada no final de setembro, que comprometeu a circulação da moeda corrente, uma vez que em igual mês do ano anterior o volume de vendas na Bahia cresceu 11,1%. No aspecto positivo, tem-se que o segmento de Móveis e eletrodomésticos foi o principal destaque para a expansão das vendas nesse mês. Negativamente, o setor foi influenciado pela queda dos segmentos de Combustíveis e lubrificantes e Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, contrariando o cenário nacional que apresentou taxa positiva em ambos. Na análise trimestral, o comércio varejista baiano registrou crescimento de 3,6% no terceiro trimestre do ano de 2013 em relação a igual período do ano anterior, se posicionando acima da variação do segundo trimestre do ano (1,1%). Comparando as taxas do segundo e do terceiro trimestres do ano de 2013, destaca-se a aceleração registrada para o segmento deCombustíveis e lubrificantes que passou de -15,4% no segundo trimestre para -9,6% no terceiro trimestre, Hiper e super que variou de -2,1% para 4,3%, e Móveis e eletrodomésticos de 10,9% para 13,7%. Em setembro de 2013, os dados do comércio varejista do estado da Bahia, quando comparados a setembro de 2012, revelam que cinco de um total de oito ramos que compõem o Indicador do Volume de Vendas apresentaram resultados positivos. Listados pelo grau de magnitude das taxas em ordem decrescente, têm-se: Livros, jornais, revistas e papelaria (26,5%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (19,2%); Móveis e eletrodomésticos (15,6%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (12,2%); e Tecidos, vestuário e calçados (1,5%). Os segmentos de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, Combustíveis e lubrificantes e Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação registraram taxas negativas de 0,5%, 6,8%, e 8,1%, respectivamente. Para os subgrupos de Super e hipermercados, de Móveis, e deEletrodomésticos os resultados foram positivos em 2,2%, 14,8% e 17,6%. O comportamento das vendas no mês de setembro foi determinado pelos segmentos de Móveis e eletrodomésticos, Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, e Outros artigos de uso pessoal e doméstico.   Setor de móveis e eletrodomésticos aponta crescimento A expansão de 15,6% registrada para o segmento de Móveis e eletrodomésticos posiciona esse segmento como o principal impulsionador dos negócios, nesse mês, para o varejo baiano. A política de incentivo do governo ao consumo, através da manutenção de alíquotas de IPI reduzidas para os produtos comercializados nesse ramo, bem como o programa Minha Casa Melhor são as razões para esse comportamento. Quando desagregado, observa-se que a maior contribuição veio das vendas de eletrodomésticos. O segmento de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos ocupou a segunda posição com um crescimento de 19,2% nas vendas. A essencialidade dos produtos comercializados no ramo, associada à expansão da massa de salários são os principais aspectos para esse resultado. O terceiro maior impacto para o varejo baiano veio do segmento de Outros artigos de uso pessoal e doméstico que apresentou uma expansão nas vendas na ordem de 12,2%. Esse comportamento é atribuído ao crescimento da massa de rendimentos e as facilidades da aquisição de crédito. Entre os segmentos que contribuíram negativamente têm-se o segmento de Combustíveis e lubrificantes que exerceu o maior peso para a moderação verificada nas vendas em setembro, seguido por Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação eHipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo. O segmento Combustíveis e lubrificantes registrou a décima segunda queda consecutiva. O comportamento pode ser atribuído a fatores como crescimento exacerbado dos postos de “bandeira branca”, que ao praticar “guerras de preços” acabam prejudicando postos autorizados e problemas com a seca e infraestrutura logística. Segundo informações do Sindicombustíveis, o comportamento também pode ser atribuído ao aumento da carga tributária praticada sobre o Diesel.

Expansão no comércio varejista ampliado

O comércio varejista ampliado, que inclui o varejo e mais as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, apresentou em setembro expansão de 7,2% nas vendas. No acumulado dos últimos 12 meses a expansão no volume de negócios foi de 6,3%. O segmento de Veículos, motos, partes e peças registrou variação positiva de 14,5% em setembro, em relação a igual mês do ano anterior. Esse resultado é atribuído ao efeito base, uma vez que em igual mês do ano passado as vendas registraram taxa negativa de 4,8%. O comportamento também é explicado pelo prazo dos incentivos concedidos pelo Governo, como redução do IPI, inicialmente vigorar até 31 de agosto de 2012, fato que impactou na demanda pelo produto no mês seguinte. No que tange ao segmento Material de Construção, este apresentou em setembro crescimento de 20,2% nas vendas em relação a igual mês do ano passado. Esse comportamento é reflexo dos incentivos fiscais do governo através da redução do IPI que deverão vigorar até dezembro.