No último mês do ano de 2013, a taxa de desemprego total da Região Metropolitana de Salvador (RMS) permaneceu estável e se manteve no menor nível observado em 2013, 16,9%. O contingente de desempregados foi estimado em 315 mil pessoas, 2 mil a menos que no mês anterior. Esse resultado deveu-se ao fato da redução da População Economicamente Ativa (PEA) em 13 mil pessoas ter sido mais elevada que a diminuição do contingente de ocupados em 11 mil, na comparação de dezembro com novembro de 2013.
As informações captadas pela Pesquisa de Emprego e Desemprego na Região Metropolitana de Salvador (PED-RMS), realizada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI/SEPLAN), em parceria com a Setre, a Fundação SEADE e o Dieese, mostram que o contingente de ocupados apresentou pequeno decréscimo (-0,7%), passando de 1.560 mil para 1.549 mil pessoas. Segundo os principais setores de atividade econômica analisados, houve crescimento na Construção (6 mil ou 4,0%) e na Indústria de transformação (2 mil ou 1,5%) e redução de vagas no Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (-13 mil ou 4,1%) e, em menor intensidade, no setor Serviços (- 7 mil ou 0,8%).
Segundo o tipo de inserção ocupacional, o contingente de trabalhadores assalariados registrou pequeno aumento (8 mil ou 0,8%). Registrou-se decréscimo no número de trabalhadores autônomos (-21 mil ou -6,6%) e crescimento no agregado outras posições ocupacionais, que inclui os empregadores, trabalhadores familiares, donos de negócio familiar, entre outros (1 mil ou 1,5%) e, em menor intensidade, no de empregados domésticos (1 mil ou 0,8%).
Quanto aos rendimentos, medidos para o mês de outubro, houve ligeiro aumento do rendimento médio real tanto para os ocupados (0,9%), quanto para os assalariados (0,6%). Seus valores passaram a equivaler a R$ 1.172 e R$ 1.251, respectivamente.
Mercado metropolitano – A taxa média de desemprego para o conjunto das regiões metropolitanas onde a PED é realizada, em dezembro, passou de 9,5% em novembro para 9,3% em dezembro. A menor taxa do mês foi encontrada em Belo Horizonte (5,3%), seguida de Porto Alegre (6,5%), Fortaleza (7,7%), São Paulo (10,0%), Recife (12,2%) e Salvador (16,6%). Nesse conjunto, a geração de 16 mil postos de trabalho, concomitante à saída de 18 mil pessoas da força de trabalho resultou na redução do contingente de desempregados em 34 mil pessoas. O total de ocupados, nas seis regiões investigadas, foi estimado em 18.906 mil pessoas e a População Economicamente Ativa (PEA), em 20.853 mil.
Taxa anual de 18,3% é resultado do maior aumento da PEA em comparação aos postos gerados em 2013
Em 2013, a taxa de desemprego anual aumentou pelo segundo ano consecutivo na Região Metropolitana de Salvador (RMS), passando de 17,7%, em 2012, para 18,3% em 2013. Apesar do crescimento, a taxa é a quarta menor da série histórica anual da PED-RMS, iniciada em 1997. O número de postos de trabalho gerados (8 mil) não acompanhou o aumento da População Economicamente Ativa (24 mil), o que resultou num acréscimo de 16 mil pessoas na situação de desemprego no ano.
O contingente de desempregados foi calculado em 341 mil pessoas, o de ocupados em 1.520 mil e a PEA em 1.861 mil, no ano. O nível de ocupação na RMS permaneceu relativamente estável (0,5%), comportamento bastante diferenciado ao registrado no ano anterior, quando o crescimento da ocupação foi de 4,9%.
Entre os setores, houve crescimento do Comércio e Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas (criação de 7 mil postos de trabalho, ou 2,4%); a estabilidade do número de ocupados nos Serviços e na Construção e a relativa estabilidade na Indústria de Transformação (- 1 mil, ou -0,8%).
Da análise por posição ocupacional observou-se, em 2013, que o contingente de assalariados cresceu 1,2%, o que representa a incorporação de 12 mil pessoas. Este resultado se deve, exclusivamente, pelo aumento no setor privado (20 mil ou 2,3%), já que no setor público houve redução (8 mil ou 5,2%) no ano. No segmento privado, o assalariamento com carteira de trabalho assinada cresceu (27 mil ou 3,6%), intensificando o desempenho positivo observado nos anos anteriores. Já o assalariamento sem carteira, depois de um aumento no período de 2011-2012, voltou a declinar em 2013 (5 mil ou 4,0%). Diminuiu o número de trabalhadores autônomos (6 mil ou 1,9%) e domésticos (2 mil ou 1,6%), enquanto cresceu o contingente de empregadores (3 mil ou 8,6%) e manteve-se relativamente estável o agregado demais posições ocupacionais (1 mil ou 4,2%).
No ano de 2013, o rendimento médio real cresceu tanto para os ocupados (2,4%), como para os assalariados (1,2%). Em termos monetários, a remuneração média dos ocupados passou a equivaler a R$ 1.146 e a dos assalariados, a R$ 1.242.
Mercado metropolitano – As informações da PED mostram que, em 2013, o contingente de desempregados no conjunto das seis regiões onde a pesquisa é realizada foi estimado em 2.148 mil pessoas, mantendo-se relativamente estável na comparação com 2012. A taxa de desemprego também permaneceu em relativa estabilidade, ao passar de 10,4%, em 2012, para 10,3%, no ano em análise. A menor taxa do mês foi encontrada em Porto Alegre (6,4%), seguida de Belo Horizonte (6,9%), Fortaleza (8,0%), São Paulo (10,4%), Recife (13,0%) e Salvador (18,3%).
Nesse conjunto, foram geradas 78 mil ocupações, número ligeiramente superior ao de pessoas que ingressaram no mercado de trabalho (75 mil), o que resultou na relativa estabilidade do volume de desempregados (-3 mil). O total de ocupados no conjunto dessas regiões foi estimado em 18.606 mil pessoas e a População Economicamente Ativa, em 20.754 mil.
Entre as regiões pesquisadas, o rendimento médio real dos ocupados aumentou em Belo Horizonte (11,8%, passando a valer R$ 1.727), Porto Alegre (3,0%, R$ 1.743) e Salvador (2,4%, R$ 1.146), reduziu-se ligeiramente em São Paulo (-0,5%, R$ 1.789) e Recife (-0,5%, R$ 1.192) e manteve relativa estabilidade em Fo’rtaleza (-0,3%, R$ 1.106).