Em março, a taxa de desemprego da Região Metropolitana de Salvador não variou, mantendo-se em 17,7% da População Economicamente Ativa (PEA). O contingente de desempregados foi estimado em 333 mil pessoas, 1 mil a menos que no mês anterior. Esse resultado deveu-se à relativa estabilidade tanto no número de ocupados (-3 mil) quanto na PEA (-4 mil). No mês em análise, a taxa de participação – indicador que estabelece a proporção de pessoas com 10 anos ou mais presentes no mercado de trabalho como ocupadas ou desempregadas – também ficou relativamente estável, ao passar de 59,6% para 59,4%. As informações foram captadas pela Pesquisa de Emprego e Desemprego, realizada pela SEI em parceria com o Dieese, Seade e Setre.
Em março, o contingente de ocupados apresentou relativa estabilidade (-0,2%), passando de 1.552 mil para 1.549 mil pessoas. Segundo os principais setores de atividade econômica analisados, houve comportamento diferenciado: aumento no Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (+5 mil ou 1,7%); relativa estabilidade no setor de Serviços (+2 mil ou +0,2%); estabilidade na Construção e declínio na Indústria de transformação (-8 mil ou -6,1%).
Segundo o tipo de inserção ocupacional, o contingente de trabalhadores assalariados apresentou redução (-16 mil ou -1,5%). O nível ocupacional diminuiu no setor privado (-8 mil ou -0,9%) e no setor público (-6 mil ou -4,1%). No setor privado, verificou-se decréscimo entre os trabalhadores com carteira assinada (-12 mil ou -1,5%) e acréscimo para aqueles sem carteira (4 mil ou 3,2%). Registrou-se aumento no número de trabalhadores autônomos (9 mil ou 3,2%), no agregado outras posições ocupacionais, que inclui empregadores, trabalhadores familiares, donos de negócio familiar, entre outros (2 mil ou 3,1%) e entre os empregados domésticos (2 mil ou 1,6%).
COMPORTAMENTO EM 12 MESES - Em relação a março de 2013, a taxa de desemprego total diminuiu, ao passar de 19,7% para os atuais 17,7% da PEA. Esse resultado deveu-se à redução do desemprego aberto, que passou de 13,4% para 12,8%, e à redução mais intensa do desemprego oculto, que passou de 6,3% para 4,9%.
No mesmo período, o contingente de desempregados diminuiu em 36 mil pessoas, devido ao aumento da ocupação em 45 mil pessoas ter superado a elevação da População Economicamente Ativa (9 mil pessoas), cujo contingente passou de 1.873 mil pessoas para 1.882 mil. A taxa de participação diminuiu de 60,2% para os atuais 59,4%.
Nos últimos 12 meses, o número de ocupados cresceu (3,0%), passando de 1.504 mil pessoas para 1.549 mil. Entre os principais setores de atividade econômica analisados, o nível ocupacional aumentou no setor de Serviços (35 mil ou 3,9%) e na Construção (20 mil ou 14,5%) e manteve relativa estabilidade na Indústria de transformação (1 mil ou 0,8%). O número de ocupados não variou no setor de Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas.
Segundo a posição na ocupação, nos últimos 12 meses, o emprego assalariado cresceu (40 mil ou 3,9%), devido exclusivamente ao aumento do emprego no setor privado (43 mil ou 4,9%), já que a ocupação no setor público ficou estável. No setor privado, registrou-se aumento no número de assalariados com carteira de trabalho assinada (32 mil ou 4,2%) e no de sem carteira assinada (11 mil ou 9,2%). Houve aumento no contingente de trabalhadores no agregado Outras posições ocupacionais, que incluem empregadores, trabalhadores familiares e donos de negócio familiar, entre outros (7 mil ou 11,7%) e no de Domésticos (6 mil ou 4,9%), enquanto registrou-se decréscimo no contingente de Autônomos (8 mil ou 2,7%).
