A produção industrial baiana apresentou, em março de 2014, na comparação com fevereiro, redução de 2,0%. A retração no estado acompanhou o movimento da produção industrial nacional (-0,5%), assim como mais seis dos 14 locais pesquisados pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM/IBGE), com destaque para os recuos assinalados no Rio Grande do Sul (-3,0%) e Paraná (-2,1%). Na Bahia, a taxa negativa seguiu o crescimento de 4,2% registrado em fevereiro último. Já na comparação com o mesmo mês do ano anterior, março de 2013, a indústria baiana cresceu 1,5%. No 1º trimestre de 2014, o setor aponta acúmulo de -2,5%; e nos últimos 12 meses, expansão de 4,0%, segundo informações da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI/Seplan).
Na comparação com igual mês do ano anterior, a redução observada na produção nacional (-0,9%) alcançou, em março de 2014, sete dos 15 locais pesquisados, com maiores quedas no Mato Grosso (-9,6%), Goiás (-4,4%), São Paulo (-4,0%), Paraná (-3,3%), Rio de Janeiro (-2,4%) e Espírito Santo (-2,1%). O acréscimo de 1,5% na produção industrial baiana sofreu influencia positiva de cinco das doze atividades pesquisadas: outros produtos químicos (24,1%), impulsionado pela maior fabricação de amoníaco, ureia, adubos ou fertilizantes minerais ou químicos fosfatados; Coque, produtos do petróleo e biocombustíveis (4,8%), Celulose, produtos de papel e papel (10,0%), Produtos alimentícios (7,1%) e Bebidas (0,9%). A principal contribuição negativa ficou com o setor de Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-69,1%), pressionado, em grande medida, pela menor produção de desktops e notebooks. Outros segmentos que registraram queda foram Veículos (-10,0), Metalurgia básica (-6,0%), Couros, artigos para viagem e calçados (-3,5%), Minerais não-metálicos (-3,3%) e Borracha e plástico (-2,8%).
No acumulado do ano de 2014 (1º trimestre), comparado com o mesmo período do ano anterior, a taxa da produção industrial baiana registrou decréscimo de 2,5%. Seis dos onze segmentos da Indústria de Transformação influenciaram o resultado no período, com destaque para Veículos (-39,8%). Importante ressaltar também os resultados negativos assinalados por Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-47,0%), Metalurgia (-4,4%) e Couros, artigos para viagem e calçados (-8,5%). Positivamente, destacaram-se Coque, produtos do petróleo e biocombustíveis (7,8%) e Outros produtos químicos (10,2%).
No acumulado em 12 meses, comparado com o mesmo período do ano anterior, a taxa da produção industrial baiana assinalou crescimento de 4,0%. Dos onze segmentos da indústria de transformação seis apresentaram acréscimo no período, com destaque para Coque, produtos do petróleo e biocombustíveis (10,8%), Metalurgia (16,9%), Veículos (1,9%), Minerais não-metálicos (4,2%), Outros produtos químicos (0,6%), Celulose e produtos de papel (0,2%) e Produtos alimentícios (0,2%). Por outro lado, as influências negativas vieram de Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-18,5%), Couro, artigos de viagem e calçados (-10,4%), Bebidas (-5,8%) e Borracha e plástico (-1,6%).
Resultados de março seguem nova metodologia do IBGE
Com os dados de março de 2014, o IBGE inicia a divulgação da nova série de índices mensais da produção industrial, elaborados com base na Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF) reformulada. Essa reformulação cumpre os objetivos de adotar a Classificação Nacional de Atividades Econômicas – CNAE, versão 2.0; atualizar a amostra intencional de setores, produtos e informantes; atualizar a estrutura de ponderação dos índices com base em estatísticas industriais mais recentes, de forma a integrar-se às necessidades do projeto de implantação da Série de Contas Nacionais – referência 2010; e atualizar a infraestrutura tecnológica dos instrumentos de coleta, apuração e análise dos indicadores.
A nova série da PIM-PF tem a série antiga recalculada de janeiro de 2002 a dezembro de 2011, e uma nova série de janeiro de 2012 em diante. A base de comparação é a média de 2012 = 100.
Para a Bahia, a nova pesquisa agrega um total de 101 produtos e/ou serviços, ante 79 da pesquisa antiga baseada na CNAE, versão 1.0. Anteriormente, a indústria geral tinha nove atividades, na nova metodologia foram incluídas mais três atividades.
As principais mudanças na estrutura da PIM Bahia são a desagregação dos segmentos Produtos Alimentícios e Bebidas (esse dois segmentos pertenciam a Alimentos e Bebidas) e a inclusão de dois outros Couros, artigos de viagem e calçados e Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos.