13/11/2014
O secretário do Planejamento, José Sergio Gabrielli, participou ontem (12) do CORECON, um encontro de Economistas, no Campus Prof. Barros - Torre Norte da Universidade Salvador (UNIFACS). O momento, que tinha como intenção um bate papo acerca do tema Economia Baiana, proporcionou à plateia uma densa gama de informações acerca do cenário econômico regional, seu futuro e perspectivas.
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Encontro de Economistas Corecon_Unifacs[/caption]
Além de Gabrielli, estavam presentes, Paulo Dantas, presidente do Conselho Federal de Economia, e Fernando Pedrão, professor da Universidade Salvador. O evento contou com um público composto por convidados, professores e, em sua grande maioria, alunos de Economia, Administração e Contábeis.
Durante sua fala, o secretário fez uma contextualização do cenário econômico baiano desde a década de 20 e afirmou que “olhar para trás é importante, é do que temos certeza”. Ele evidenciou a profunda transformação social vivida com a expansão econômica e pontuou dizendo, “podemos considerar três pontos como marcos: criação da Rio-Bahia, Usina de Paulo Afonso e a Refinaria Landulpho Alves”. Gabrielli falou dos dois setores dinâmicos da economia baiana, o comércio e a construção civil. Retificando que o segundo teve seu ápice de 2005 a 2012, e é o setor de serviços que vem tendo um acentuado crescimento, em 2013 representou 67% do Produto Interno Bruto da Bahia. O papel da Universidade foi um questionamento levado por Gabrielli, que propôs uma reflexão acerca desse ponto. Lembrou ainda, que nos últimos anos houve uma importante ampliação na quantidade de Universidades na Bahia, agora são cinco Federais. “A Universidade leva para o local onde se estabelece uma dinâmica diferente, é um grande impacto na valorização daquela área”, disse o secretário. 590 mil novos profissionais, 97% das crianças de 6 a 14 anos estão na escola. Todo esse contexto leva o estado a ter um desenvolvimento do mercado interno, as pequenas e médias cidades crescem e o interior passa a ter uma maior relevância. “Para a nivelação da expansão da infraestrutura não serve apenas o investimento privado, são necessárias políticas públicas. Incentivo”, ressalta Gabrielli. A questão logística, então, se torna essencial, “A Hidrovia do São Francisco é um projeto importante para conectar o sudoeste com a Bahia”, exemplifica o secretário. As palmas e o clima do ambiente deixaram claro que, ao final do encontro, todos os presentes saíram dali um pouco mais atualizados e conectados com essa questão central do estado, a economia.
