19/07/2013
Desde a derrubada da Igreja da Sé para abrir novas vias, durante o governo de J.J Seabra, em 1928, a mobilidade urbana na capital baiana se impõe como um elemento importante e desafiador para os gestores. Este foi um dos tópicos da apresentação do secretário do Planejamento do Estado, José Sergio Gabrielli, nesta sexta-feira (19), durante o seminário “O contexto histórico do modernismo na Bahia – transformações socioeconômicas”, realizado no Palacete das Artes.
Segundo Gabrielli, a vocação de Salvador para o comércio, antes mesmo da decadência da produção do Recôncavo, obrigava que o fluxo de pessoas, mercadorias e serviços fosse intenso. “A construção de ruas e avenidas se intensificam a partir da década de 50, motivadas, sobretudo, com a implantação das rodovias Rio-Bahia (BR-116) e Salvador-Feira (BR-324)”, destaca Gabrielli.
Além das rodovias, a criação da Refinaria Landulpho Alves, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), e a ascensão do município de Feira de Santana como localidade estratégica, altera a mobilidade dentro da Baía de Todos-os-Santos (BTS). Há um declínio do papel do saveirista e dos polos de Cachoeira e Santo Antônio de Jesus.
De acordo com o secretário, as ideias modernistas que nasceram na década de 20, encontram terreno fértil entre os anos de 40 e 60, período que a cidade de Salvador triplicou a sua população, saltando de 200 mil para 600 mil pessoas”, afirma.