18/03/2014
As informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), referentes ao mês de fevereiro de 2014, apontam que a Bahia contabilizou um saldo positivo de 7.420 postos de trabalho com carteira assinada. Tal resultado expressa a diferença entre o total de 69.334 admissões e 61.914 desligamentos. O saldo registrado em fevereiro situou-se em um patamar superior ao contabilizado em igual período do ano anterior (-1.076 postos) e superior ao mês de janeiro de 2014 (+ 4.471 postos), incluindo as declarações fora do prazo. Os dados foram sistematizados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan).
“O saldo do mercado de trabalho reflete os recentes resultados positivos da economia baiana no início do ano, a exemplo do crescimento de 6,7% verificado no varejo, de 2,5% na produção da indústria e de 5,4% nas exportações. A solidez da economia baiana fez com que nosso mercado de trabalho apresentasse um descolamento dos demais estados nordestinos, tendo a Bahia gerado três vezes mais postos do que o segundo estado de maior desempenho nos dois primeiros meses do ano. A SEI já vinha antevendo um bom resultado do mercado de trabalho no estado, tanto pela observação da retomada do otimismo segundo o ICEB, quanto pelas estimativas de geração de empregos diretos e indiretos”, analisa Geraldo Reis, diretor geral da SEI.
O saldo nacional de geração de empregos em fevereiro foi de 260 mil novas vagas, com destaque para São Paulo (77.928), seguido de Santa Catarina (27.891), Rio Grande do Sul (26.487) e Rio de Janeiro (25.820). A Bahia (+7.420 postos) ocupou a primeira posição no saldo de postos de trabalho entre os estados da Região Nordeste e a 8ª posição no Brasil, em fevereiro de 2014. Na Região Nordeste, o estado que gerou o segundo maior saldo foi Ceará (+7.231 postos), Paraíba (+1.385 postos), Sergipe (+1.365 postos), seguido por Piauí (+966 postos), Rio Grande do Norte (+931 postos), Alagoas (+16 postos). Dois dos nove estados da Região Nordeste tiveram saldos negativos. O menor saldo da Região foi atribuído ao estado de Maranhão (-866 postos), seguido por Pernambuco (-883 postos).
Setorialmente, os saldos na Bahia positivos em fevereiro foram: Serviços (+5.070 postos), seguido pelo Comércio (+1.434 postos), Administração Pública (+473 postos), Indústria de Transformação (+228 postos), Construção Civil (+169 postos), Agropecuária (+ 118 postos) e Extrativa Mineral (+68 postos). O único setor que registrou saldo negativo no mês de fevereiro foi Serviços Industriais de Utilidade Pública (- 140 postos).
O resultado do emprego foi positivo tanto no interior do estado quanto na RMS. No interior foram criados 3.786 novos postos de trabalho, e na Região Metropolitana de Salvador foram criados 3.634 postos de trabalho. Em fevereiro de 2014, Salvador (2.031), Lauro de Freitas (1.008) e Feira de Santana (986) se destacaram na criação de novas oportunidades de trabalho formal na Bahia. Salvador registrou 2.031 novos postos de trabalho, Lauro de Freitas gerou 1.008 postos e Feira de Santana gerou 986 postos.
Com mais de 11 mil novos postos no ano, Bahia lidera
geração de empregos no Nordeste
No acumulado dos dois primeiros meses do ano, a Bahia apresentou um saldo de emprego de 11.891 novos postos de trabalho, levando-se em conta a série ajustada, que incorpora as informações declaradas fora do prazo. Este resultado fez com que o estado consolidasse na liderança de geração de empregos no nordeste. Em segundo lugar na Região Nordeste, no acumulado do ano, está o Ceará (+3.522 postos), seguido pela Paraíba (+2.625 postos), Sergipe (+2.587 postos), Rio Grande do Norte (+1.858 postos) e Piauí (+878 postos). Os estados que tiveram saldos negativos, no acumulado dos dois primeiros meses de 2014, foram: Pernambuco (-4.879 postos), Maranhão (-4.878 postos) e Alagoas (-4.520 postos).
Ainda no acumulado dos dois primeiros meses de 2014, os setores que registraram saldos positivos foram: Serviços (+8.317 postos), Construção Civil (+1.377 postos), Indústria da Transformação (+1.338 postos), Comércio (+425 postos), Administração Pública (+424 postos), Agropecuária, Extrativa Vegetal, Caça e Pesca (+199 postos) e Extrativa Mineral (+17 postos). O único setor que apresentou saldo negativo no acumulado do ano foi o de Serviços Industriais de Utilidade Pública (-206 postos).
Quanto ao saldo de emprego de janeiro a fevereiro de 2014, enfatiza-se que a participação do interior do estado na geração de empregos formais foi um pouco maior do que a participação da RMS. Enquanto o interior criou 6.180 novos postos, a RMS criou 5.711 novos postos de trabalho com carteira assinada.
