Brasil ocupa 45ª posição em eficiência logística, diz Banco Mundial

05/09/2013

De acordo com o Índice do Banco Mundial (Bird), que compara a performance logística de 155 países, o Brasil ocupa a posição de número 45, revelando que é preciso mais investimentos no sistema logístico nacional para competir no comércio internacional. Os dados foram apresentados nesta quinta-feira (9), durante o 55º Fórum Nacional de Secretários Estaduais de Planejamento, que acontece hoje e amanhã, em Salvador, no Sheraton Bahia Hotel.

[caption id="attachment_5126" align="alignright" width="300"]Fórum Nacional reúne em Salvador secretários estaduais do Planejamento | José de Freitas Mascarenhas Fórum Nacional reúne em Salvador secretários estaduais do Planejamento | José de Freitas Mascarenhas[/caption]

Segundo o presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb) e do Conselho de Infraestrutura da Confederação Nacional da Indústria (CNI), José de Freitas Mascarenhas, a pesquisa de julho de 2013 do Bird, aponta Cingapura, Hong Kong, Finlândia e Alemanha, respectivamente, como as localidades com a infraestrutura logística mais avançada. Na palestra intitulada Infraestrutura Logística: desafios e oportunidades, o presidente diz que apesar do Brasil não se localizar no topo da tabela, existem fatos relevantes. “Entre os maiores projetos do setor portuário no mundo em andamento, dois estão no Brasil, que é a expansão do porto de Santos e do porto de Açu”, afirma. Os investimentos totalizam US$ 4,7 bilhões.

Nos últimos anos, de acordo com Mascarenhas, o governo concluiu que a recuperação do déficit da infraestrutura depende da maior participação do setor privado no investimento e na gestão dos serviços, por isso a iniciativa de realizar concessões. “Entre investimentos públicos e privados em rodovias, ferrovias e portos estima-se R$ 187,6 bilhões”, diz.

No que se refere aos aeroportos, o Governo Federal já realizou leilões dos equipamentos de Brasília, Guarulhos e Viracopos e existe a expectativa de leilão do Galeão, Confins, Congonhas, dentre outros.

O secretário do Planejamento da Bahia, José Sergio Gabrielli, complementa que nos últimos dez anos, o Governo Federal alterou o marco regulatório do setor de telecomunicações, petróleo, gás, portos, aeroportos, ferrovias, mineração, contudo não houve uma mudança na prevalência do controle sobre a execução. “Não é cabível que o Tribunal de Contas da União (TCU) tenha mais engenheiros do que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e que a remuneração dos seus funcionários seja duas vezes maior do que os da Petrobras”, comenta Gabrielli.

O titular da pasta do Planejamento aponta ainda que uma das dificuldades de avançar nos projetos é a execução dos novos marcos regulatórios com uma estrutura de controle que tem que aprendê-los. “Estamos fazendo isso com uma escassez de engenheiros, sobretudo projetistas. Ou atraímos novas empresas e formamos novos profissionais ou vamos estar limitados na elaboração de projetos”, afirma o secretário do Planejamento da Bahia.

Logística Enquanto nos Estados Unidos o modal rodoviário responde por 32% da carga movimentada, a participação do transporte por caminhões chega a 58% no Brasil. Este dado apresentado pelo presidente da Fieb, José de Freitas Mascarenhas, fortalece a tese de que o Brasil precisa investir em outros modais. “A China usa 46% do movimento de cargas por cabotagem. Nós utilizamos apenas 11% apesar de termos uma costa enorme. Isso é uma oportunidade para o setor”, afirma Mascarenhas.