31/07/2013
A Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Econômicos (DIEESE), divulgou hoje o resultado da Pesquisa de Emprego e Desemprego da Região Metropolitana de Salvador (PED-RMS). A taxa de desemprego total da Região Metropolitana de Salvador diminuiu de 19,7% da População Economicamente Ativa (PEA) para 19,1% entre maio e junho deste ano.
O número de desempregados em junho foi estimado em 348 mil pessoas, 14 mil a menos que no mês anterior. A saída de pessoas do mercado de trabalho, em torno de 13 mil, foi o que motivou esse resultado. Neste período, a taxa de participação (indicador que estabelece a proporção de pessoas com 10 anos ou mais presentes no mercado de trabalho como ocupadas ou desempregadas), caiu de 58,8% para 58,3%. O total de postos de trabalho permaneceu relativamente estável, com um acréscimo de 0,1%, passando a 1.474 mil pessoas o total de ocupados. Segundo análise dos principais setores de atividade econômica, os setores de Serviços e Indústria de Transformação apresentaram desempenhos positivos, 13 mil ou 1,5% e 9 mil ou 7,4%, respectivamente. Houve perda de postos de trabalho nos setores do Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (14 mil ou 4,9%) e na Construção (5 mil ou 3,5%). Segundo o tipo de inserção ocupacional, o contingente de trabalhadores assalariados diminuiu em relação ao mês anterior (13 mil ou 1,3%). No setor público o número de ocupados permanecer estável (-1 mil ou 0,7%), porém no setor privado houve redução (11 mil ou 1,3%). Neste último, verificou-se o declínio no contingente de trabalhadores com carteira assinada (11 mil ou 1,5%) e também no grupo dos sem carteira assinada não houve variação. Houve aumento no número de trabalhadores domésticos (5 mil ou 4,2%) e no de autônomos (12 mil ou 4,1%). Outras Posições Ocupacionais, que inclui empregadores, trabalhadores familiares e donos de negócios familiares, apresentou declínio (3 mil ou 6,0%). Em maio, o rendimento médio real se manteve estável tanto para os ocupados (0,2%) quanto para os assalariados (0,1%). Com estes resultados, os valores médios reais foram estimados em R$ 1.091 a R$ 1.197, respectivamente. Neste mesmo período, a massa de rendimento médio real apresentou relativa estabilidade entre os ocupados (0,5%) e entre assalariados (0,2%), nos dois casos, devido a movimentos relativamente estáveis tanto do nível ocupacional quanto do rendimento médio mensal. COMPORTAMENTO EM 12 MESES – Em relação a junho de 2012, a taxa de desemprego total aumentou, ao passar de 17,9% para os atuais 19,1% da PEA. O aumento da taxa de desemprego total foi provocado pelo aumento da elevação da taxa de desemprego aberto, de 12,2% para 14,1%, tendo em vista que houve redução na taxa de desemprego oculto, que passou de 5,7% para 5,0%. No mesmo período, o contingente de desempregados aumentou em 22 mil pessoas, devido à redução no contingente de ocupados (24 mil), concomitante a relativa estabilidade do PEA (-2 mil). A taxa de participação diminuiu de 59,4% para 58,3%. Nos últimos 12 meses, o número de ocupados reduziu (1,6%), passando de 1.498 mil pessoas para 1.474 mil. Entre os principais setores da atividade econômica analisados, o nível ocupacional manteve-se estável no setor de Serviços (1 mil ou 0,1%).Houve redução de postos de trabalho no setor de Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (15 mil ou 5,2%), na Construção (8 mil ou 5,4%) e na Indústria de transformação (4 mil ou 3,0%). Segundo a posição na ocupação, nos últimos doze meses, o emprego assalariado diminuiu (18 mil ou 1,8%), devido ao declínio no contingente do setor público (5 mil ou 3,5%) e no setor privado (11 mil ou 1,3%). No setor privado foi registrado decréscimo no número de assalariados com carteira de trabalho assinada (4 mil ou 0,5%) e também nos sem carteira assinada (7 mil ou 5,8%). Houve aumento no quantitativo de trabalhadores Autônomos (3 mil ou 1,0%) e redução em Outras Posições Ocupacionais, que incluem empregadores, trabalhadores familiares e donos de negócio familiar (6 mil ou 11,3%) e no de trabalhadores domésticos (3 mil ou 2,4%).