O volume de vendas no comércio varejista baiano apresentou queda de 1,8% em relação a igual mês do ano passado, após registrar crescimento nos últimos dois meses. No varejo nacional a taxa foi positiva em 1,7%, embora menor que a taxa de maio. Segundo informações da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na análise sazonal o varejo na Bahia registrou crescimento de 0,5%. Essa expansão no volume de vendas na Bahia, na comparação entre junho de 2013 e maio de 2013, revela estabilidade no comportamento do setor. Os dados foram apurados por essa pesquisa realizada em âmbito nacional e analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento.
A retração nas vendas do varejo verificada no mês de junho pode ser atribuída às manifestações que ganharam força nesse mês, pois provocaram o fechamento antecipado de lojas comerciais; à Copa das Confederações, por causa dos feriados decretados nas cidades-sede; à queda no Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Fundação Getúlio Vargas (FGV); além da inflação que continua prejudicando as vendas do setor. De acordo com a Sondagem de Expectativas do Consumidor da FGV, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) variou negativamente em 0,4% entre maio e junho de 2013, na série com ajuste sazonal. Essa ausência de confiança do consumidor influenciou o volume de vendas no mês de junho de 2013, dado que nesse mês as pessoas costumam ampliar os seus gastos por conta da comemoração do Dia dos Namorados e dos Festejos Juninos.
ANÁLISE DE DESEMPENHO DO VAREJO POR RAMO DE ATIVIDADEEm junho de 2013, os dados do comércio varejista do estado da Bahia, quando comparados a junho de 2012, revelam que cinco de um total de oito ramos que compõem o Indicador do Volume de Vendas apresentaram resultados negativos. São eles: Combustíveis e lubrificantes (-18,9%); Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-9,6%); Livros, jornais, revistas e papelaria (-2,3%); Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-2,2%); e Tecidos, vestuário e calçados (-0,6%).
Para os subgrupos de Super e hipermercados o resultado apurado foi positivo em 1,7% . Para o de Móveis o resultado foi negativo em 3,3% e eletrodomésticos positivo em 9,0%. Quanto aos segmentos que contribuíram positivamente, têm-se: Outros artigos de uso pessoal e doméstico (27,6%); Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (20,4%); e Móveis e eletrodomésticos (4,0%).
O comportamento das vendas no mês de junho foi influenciado principalmente pelo segmento de Combustíveis e lubrificantes e Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo. O segmento de Combustíveis e lubrificantes registrou a nona queda consecutiva. Com a taxa negativa de 18,9% foi a principal atividade a determinar a queda no varejo baiano. Segundo informações do Sindicombustíveis, esse comportamento se deve ao aumento da carga tributária praticada sobre o Diesel.
O segundo segmento a contribuir para o comportamento do varejo baiano no mês de junho foi Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo com a taxa negativa de 2,2%, embora para o subgrupo de Super e hipermercados o resultado apurado tem sido positivo de 1,7%. De acordo com as informações do IBGE, esse desempenho reflete a alta dos preços do segmento nesses últimos doze meses (13,6% no subgrupo Alimentação no Domicílio do IPCA).
Por outro lado, o comportamento das vendas nesse mês foi arrefecido pelo segmento Outros artigos de uso pessoal e doméstico, que expandiu as vendas em 27,6%. Esse desempenho é atribuído ao efeito base, uma vez que em igual mês do ano passado a taxa foi de 6,4%. Outras influências foram a comemoração do Dia dos Namorados e os Festejos Juninos.
O segundo segmento a apresentar comportamento favorável foi Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos que registrou taxa de 20,4%. A redução da taxa de desemprego, a melhora no rendimento médio e a essencialidade dos produtos comercializados são as principais justificativas para o comportamento das vendas nessa atividade.
COMPORTAMENTO DO COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO
O comércio varejista ampliado, que inclui o varejo e mais as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, apresentou em junho decréscimo de 6,2% nas vendas, em razão do comportamento dos dois segmentos que compõem o setor do varejo ampliado terem registrado recuo nesse mês. No acumulado dos últimos 12 meses a expansão no volume de negócios foi de 6,6%.
O subgrupo Veículos, motos, partes e peças registrou variação negativa de 15,9% em junho, em relação a igual mês do ano anterior. Esse resultado é atribuído ao efeito base, já que em igual mês do ano passado as vendas cresceram 38,5%, em função das medidas anunciadas pelo Governo, em maio de 2012 e que influenciaram o mês seguinte. Nesse período, o IPI sobre carros 1.0 ficou em zero e o imposto sobre as demais cilindradas foi reduzido pela metade. No que tange ao segmento Material de Construção, este apresentou em junho queda de 0,8% nas vendas em relação a igual mês do ano passado, sinalizando continuidade na tendência de arrefecimento do ritmo de atividade econômica do setor.