29/05/2014
O comércio varejista na Bahia mantém crescimento nas vendas em março, embora em ritmo reduzido quando comparado ao mês anterior, quando registrou incremento de 15,7%. O volume de vendas expandiu 4,2% em março, em relação a igual mês de 2013, ocupando a quinta posição dentre as unidades federativas, depois de Amapá (9,6%), Acre (6,6%), Maranhão (6,0%) e Ceará (5,0%). Nacionalmente, o varejo registrou retração de 1,1%. Na análise sazonal, o varejo na Bahia cresceu 0,3%, superior à taxa de fevereiro, que recuou 0,3%. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC/IBGE), analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento.
O ritmo de crescimento do varejo baiano se justifica em função da fraca base de comparação, uma vez que em igual mês do ano passado o volume de venda foi negativo em 0,8%. Outro aspecto relevante foi a campanha Liquida Salvador, realizada de 07 a 17 de março, pois ocorreu nos dias imediatamente posteriores ao Carnaval, atraindo os turistas que ainda permaneciam na cidade, e também por ocorrer nas datas em que normalmente os consumidores recebem salários.
Em março, cinco dos oito ramos que compõem a PMC apresentaram resultados positivos. Listados pelo grau de magnitude das taxas em ordem decrescente, têm-se: Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (27,3%); Livros, jornais, revistas e papelaria (17,1%); Móveis e eletrodomésticos (8,1%); Combustíveis e lubrificantes (6,8%); e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,5%). Registraram comportamento negativo: Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-9,2%); e Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,3%). Quanto ao ramo de Tecidos, vestuário e calçados o comportamento ficou estável. Para o subgrupo de Super e hipermercados, o resultado apurado foi positivo em 0,8%. Já o de Móveis registrou desempenho negativo (-0,4%), ao passo que o de Eletrodomésticos cresceu expressivamente em 14,2%, sendo determinante para a expansão das vendas no segmento.
O segmento de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos foi o maior impulsionador das vendas no comércio varejista da Bahia. O aquecimento nos negócios realizados no segmento foi influenciado pela redução nos preços dos produtos do ramo.
O segundo maior impulsionador das vendas na Bahia, em março, foi o segmento de Móveis e eletrodomésticos com a taxa de 8,1%. Apesar de registrar uma desaceleração no ritmo de crescimento, em função do fim da alíquota reduzida para linha branca, a atividade continua influenciando as vendas, sendo favorecida pelo programa Minha Casa Melhor; pela proximidade da Copa do Mundo, onde o apelo dos comerciantes para as compras de televisores se intensificam; e a campanha Liquida Salvador. Outro aspecto a ressaltar é o efeito base, pois em igual mês do ano anterior a vendas se reduziram em 2%. Quando desagregada, observa-se que a contribuição positiva veio das vendas de eletrodomésticos.
A terceira maior contribuição veio do segmento de Combustíveis e lubrificantes. Esse desempenho foi determinado pelo o efeito base, já que em igual mês do ano passado o segmento registrou variação negativa (-13,0%).
Por outro lado o maior impacto negativo para o varejo baiano veio do segmento de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, ramo de maior peso para o Indicador de Volume de Vendas do Comércio Varejista, acompanhado de Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação. A explicação para o primeiro é que o grupo de Alimentos e Bebidas apresentou os maiores aumentos de preços, com a expansão de 0,90%. Outro aspecto é o efeito-calendário, pois nesse ano a comemoração da Páscoa ocorreu em abril, ao contrário do ano anterior que foi em março. Enquanto no segmento Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação que voltou a registrar variação negativa, houve mudança de patamar dos preços de microcomputadores, principal produto da atividade.
COMPORTAMENTO DO COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO
O comércio varejista ampliado, que inclui o varejo e mais as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, apresentou em março redução de 0,8% nas vendas. Nos últimos 12 meses a expansão no volume de negócios foi de 2,8%.
O segmento de Veículos, motos, partes e peças voltou a registrar variação negativa (-11,2%), em relação a igual mês do ano anterior. A queda nas vendas é reflexo do feriado de Carnaval por conta da redução no número de dias úteis. Além do que, nessa época, ocorrem paradas de linha, afastamento de operários e antecipação de férias coletivas. No que tange ao segmento Material de Construção, este apresentou em março recuo de 1,7% nas vendas em relação a igual mês do ano passado. Apesar da variação negativa, devido à influência do menor número de dias, as vendas no ramo continuam sendo incentivadas pelas condições favoráveis do crédito habitacional, como o aumento do limite do uso do FGTS para financiamentos imobiliários, somado ao programa governamental “Minha Casa Minha Vida”, além da redução do IPI para alguns produtos do setor.
