Exportações baianas alcançam recorde histórico em julho

12/08/2013

Beneficiadas por uma operação de venda de uma plataforma de exploração e perfuração de petróleo para os Países Baixos por US$ 380,5 milhões – a segunda efetuada pelo Consórcio Rio Paraguaçu à Petrobrás - as exportações baianas bateram seu recorde histórico em julho e alcançaram US$ 1,35 bilhão, 24,8% acima de igual mês do ano anterior e 75% superior a junho último. As vendas externas em julho ainda foram beneficiadas pelo aumento de 439% nos embarques do setor automotivo principalmente para a Argentina responsável por 4 de cada 5 veículos exportados pela Bahia. As informações são da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan).

A demanda em alta nos tradicionais mercados consumidores da indústria automobilística baiana (Argentina, México, Colômbia, Venezuela), juntamente com a situação mais favorável no câmbio, abriu espaço para uma inesperada reação das exportações de veículos neste ano. No acumulado até julho, os embarques do setor automotivo subiram 73%, e as receitas 62%, melhor desempenho da pauta no período. No ano, as exportações baianas ainda se ressentem da redução dos embarques de derivados de petróleo em 40%, fruto de produção menor e do aumento do consumo doméstico; da fraca demanda dos países desenvolvidos afetados pela crise e da desaceleração da economia chinesa com a conseqüente retração nos preços das commodities. Até julho elas alcançaram US$ 6 bilhões com queda de 2,8%.

As importações por outro lado permanecem em alta, atingindo em julho US$ 661 milhões, 15% superior a julho/2012. Bens de capital, veículos, nafta e fertilizantes foram os setores que mais cresceram no mês. No acumulado do ano, as importações alcançaram US$ 4,7 bilhões, o que supera em 5% igual período do ano passado.

Os bens intermediários (insumos e matérias-primas) continuam a liderar as importações através de dois dos seus itens mais importantes: o sulfeto de minério de cobre, com incremento de 77,5%, e o trigo, com aumento de 36,5%. O apetite maior por insumos e intermediários importados é resultado da dinâmica da economia interna, que levou a produção industrial do estado a crescer 6% no semestre. “É normal que a importação continue elevada, já que a maior parte das compras baianas é de bens necessários para a matriz de produção do parque industrial local, que responde, por sua vez, ao crescimento da atividade econômica”, explica o coordenador de Comércio Exterior da SEI, Arthur Cruz.

Com os resultados apurados em julho, o saldo da balança comercial baiana no ano atingiu US$ 1,31 bilhão, inferior 23,1% a igual período do ano anterior. Já a corrente de comércio (soma de exportações e importações) chegou a US$ 10,8 bilhões, 0,45% acima de jan/julho de 2012.