Gabrielli debate desenvolvimento regional no Fórum Agenda Bahia

07/11/2013
A Bahia receberá, entre 2012 e 2016, aproximadamente R$ 70 bilhões em investimentos privados, sendo que deste total, cerca de 60% será destinado às áreas de energia, mineração e celulose, que se concentram, respectivamente, nas regiões Centro Sul e Vale do São Francisco, Sudoeste e Extremo Sul. A aplicação de um maior volume de recursos num eixo fora da Região Metropolitana de Salvador promoverá uma reconfiguração do desenvolvimento do Estado, conforme explicou ontem (6) o secretário do Planejamento da Bahia, José Sergio Gabrielli. Ele foi um dos palestrantes do Fórum Agenda Bahia, realizado no auditório da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), que teve como tema Novos Centros, debatido no seminário de Desenvolvimento Regional. Em sua palestra, “Uma Nova Era para o Recôncavo, Sul e Baixo Sul”, o secretário do Planejamento destacou o potencial natural da Bahia, seja com seus ventos durante todo o ano, favorecendo a energia eólica, com sua riqueza mineral, a exemplo do ferro, bauxita e manganês, ou, ainda, beneficiado pela alta produtividade do eucalipto em terras baianas. Um outro aspecto destacado por Gabrielli foi a transferência direta de renda para as famílias, por meio de programas como o Bolsa Família e Aposentadoria Rural, que somam uma injeção de recursos da ordem de R$ 4 bilhões por ano. Esse dinheiro movimenta o comércio e serviços, especialmente em municípios de pequeno e médio porte. Essa nova realidade, observou o palestrante, implica em demanda por mais infraestrutura. A Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), a revitalização da Hidrovia do São Francisco e o Porto Sul são algumas obras públicas que vêm atender às carência de infraestrutura. “As dificuldades logísticas se mostram evidentes. Por isso, a necessidade de uma política planejada de intervenção pública, nos planos federal, estadual e municipal, para enfrentar os gargalos”, pontua Gabrielli. Nesse panorama se insere também o novo eixo viário que interligará a Região Metropolitana de Salvador ao Recôncavo e ao Baixo Sul, que inclui a ponte Salvador-Ilha de Itaparica. O secretário destacou que esta região apresenta os piores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do Estado, situação que deve ser revertida a partir da reconfiguração do espaço, promovida também por investimentos como o Terminal de Regaseificação e o Estaleiro de Paraguaçu.