21/07/2014
Como parte das comemorações pelo centenário de Rômulo Almeida, foi realizada na manhã de hoje (21), no auditório da Assembleia Legislativa, uma palestra com as presenças de Aristeu Almeida, irmão do homenageado e presidente do Instituto Rômulo Almeida de Altos Estudos (Irae), e do secretário do Planejamento, José Sergio Gabrielli, representando o governador Jaques Wagner. No evento, foi destacado o lançamento do Prêmio Rômulo Almeida de Desenvolvimento do Nordeste, que objetiva estimular o estudo e a pesquisa de caráter econômico diretamente aplicado ao desenvolvimento regional das micros, pequenas e médias empresas do Nordeste.
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Homenadem a Rômulo Almeida[/caption]
“Rômulo foi uma figura gigantesca”, sintetizou Aristeu Almeida, ao final da sua fala, durante a qual ele explanou sobre a vida do irmão, desde o seu nascimento em Salvador, infância e adolescência vividos em Santo Antônio de Jesus, e retorno à capital para fazer o curso de Direito. Em sua vida profissional morou também no Acre e no Rio de Janeiro, tendo atuado em diversos órgãos, a exemplo do Banco do Nordeste.
Sua grande contribuição, no entanto, está no fato de ter pensado de forma pioneira sobre planejamento econômico. “Ele criou a Assessoria Econômica da Presidência da República, de modo original, pois ainda não havia em outros países da América Latina. A proposta, adotada pelo presidente Getúlio Vargas, na década de 40, foi importante para a projeção e desenvolvimento do seu governo”, apontou Aristeu. Outro marco da carreira de Rômulo foi a constituição da Comissão de Planejamento Econômico da Bahia (CPE), em 1955, primeira experiência institucional de planejamento no Brasil, com foco no estudo, planejamento, coordenação e controle e responsável por importantes estudos e projetos no estado.
DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO – Em sua palestra, que teve como tema “Políticas Públicas para o Desenvolvimento Econômico”, o secretário do Planejamento da Bahia, José Sergio Gabrielli, comparou o cenário vivido por Rômulo Almeida, na década de 50, com o momento atual da Bahia. Aquela época, recordou Gabrielli, foi marcada por empreendimentos importantes, que vieram a impactar no desenvolvimento do estado nas décadas seguintes, notadamente as construções da rodovia Rio – Bahia, Paulo Afonso e Refinaria Landulpho Alves.
Do mesmo modo, avalia o secretário, a Bahia passa hoje por um novo ciclo de investimentos, que transformarão o panorama do estado nas próximas décadas. Neste rol estão a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), que favorecerá o escoamento de grãos do Oeste através do Porto Sul; a duplicação das BR 116 e BR 101; a requalificação da Ferrovia Centro-Atlàntica, que liga Salvador a Belo Horizonte, passando também pelos municípios baianos de Brumado e Feira de Santana, chegando à Baía de Aratu, Sergipe e Juazeiro.
Gabrielli pontuou ainda a recuperação da Hidrovia do Rio São Francisco, que está em andamento, o Porto Sul, Terminal de Regaseificação, Estaleiro Enseada do Paraguaçu e o Sistema Viário Oeste. Este último engloba a construção da Ponte Salvador – Ilha de Itaparica e representa um novo vetor de crescimento para a região do Recôncavo e Baixo Sul. “O percurso entre Salvador e Jequié será reduzido em 90 quilômetros e, entre Salvador e Valença, ficará uma hora e meia mais rápido”, comemora o secretário.
Ele lembra também outros aspectos importantes, como a previsão do PIB baiano, que foi o dobro do brasileiro no ano passado, além da previsão de investimentos privados para o estado, até 2016, na ordem de R$ 548 milhões. Aproximadamente 60% desse montante deve ser canalizado para as áreas de mineração, energia eólica e celulose. Com isso, explica o secretário, haverá um processo de interiorização dos investimentos.
