Gabrielli ministra aula sobre economia baiana na década de 50

11/06/2013

O projeto Papos Econômicos, da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal da Bahia (Ufba), foi aberto na manhã de hoje (11), com a participação do economista e secretário do Planejamento da Bahia, José Sergio Gabrielli. A iniciativa tem como proposta fomentar entre os estudantes o debate sobre a interface entre o meio acadêmico, a profissão de economista e o mercado de trabalho.

[caption id="attachment_4293" align="alignright" width="300"]Gabrielli ministra aula sobre economia baiana na década de 50 Gabrielli ministra aula sobre economia baiana na década de 50[/caption] Com o tema “Teoria Econômica e o Mundo Real: uma abordagem sobre a importância do estudo da teoria econômica na solução de problemas do mundo real”, o secretário falou para um auditório repleto de alunos da graduação e do mestrado. Mestre pela Universidade Federal da Bahia, com doutorado pela Boston University e pós-doutorado pela London School of Economics and Political Science, Gabrielli é professor titular da Ufba e foi pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, diretor da Faculdade de Ciências Econômicas e coordenador do mestrado em Economia, além de superintendente da Fundação de Apoio à Pesquisa e Extensão (Fapex). Fora do universo acadêmico, Gabrielli carrega na bagagem, entre outras, a experiência de ter sido presidente e diretor financeiro  da Petrobras, sendo o presidente mais longevo da empresa (2005-2012). E foi a partir dessa visão ampla do mundo econômico que ele teceu uma análise das teorias econômicas, relacionando-as com a economia baiana da década de 50, considerado um período transformador no Estado. Após discorrer sobre aspectos como a relação da matemática com as teorias econômicas, as correntes de alguns pensadores e das relações entre taxa de desemprego versus taxa de inflação, Gabrielli analisou o momento histórico da economia baiana na década de 50, no qual estavam espelhados, na prática, muitas características teóricas. Entre os fatos mais relevantes na Bahia, nos anos 50, enumerou Gabrielli, está a forte seca que assolou o Estado, em 1952, motivando a migração para São Paulo. Porém, com o diferencial que a fuga da estiagem era de famílias inteiras e não apenas dos seus chefes, como em períodos anteriores. Entre feitos positivos desta década está a construção da rodovia Rio-Bahia, da usina de Paulo Afonso e da Refinaria Landulpho Alves.