Gabrielli ministra palestra para Oficiais do Exército

02/09/2013

Oficiais-alunos da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme) – Escola Marechal Castelo Branco, do Rio de Janeiro, estiveram nesta segunda-feira (2) na Secretaria do Planejamento (Seplan), onde assistiram a uma palestra do secretário José Sergio Gabrielli. O titular da Seplan traçou um panorama do Estado, abordando aspectos econômicos, sociais e de infraestrutura, ressaltando as perspectivas futuras da Bahia, especialmente devido aos investimentos públicos, como a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), e privados, que já somam US$ 37 bilhões em protocolos de intenção assinados.

[caption id="attachment_5075" align="alignright" width="300"]Palestra para a Escola de Comando e Estado Maior do Exército  (ECEME) Palestra para a Escola de Comando e Estado Maior do Exército (ECEME)[/caption]

O grupo, formado por 22 oficiais-alunos (majores e tenentes-coronéis) e quatro instrutores, está realizando uma Viagem de Estudos Estratégicos, que integra um curso de formação com duração de dois anos. A turma foi dividida em grupos, cada um seguindo para aprofundar seus conhecimentos em uma região do país. O que esteve hoje na Seplan, dedicado ao Nordeste, seguirá esta semana para Recife e Fortaleza.

Na capital baiana, explica o instrutor tenente-coronel Agnaldo Oliveira Santos, o grupo teve uma visão militar, em palestra com os comandos da 6ª Região Militar, 2ª Distrito Naval e Base Aérea. O panorama político ficou à cargo do contato com o Governo do Estado. Amanhã, diz o instrutor, eles terão uma visão do setor privado, em palestra na Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb) e, à tarde, terão conhecimento da situação sócio-cultural e psicossocial da cidade.

Na palestra proferida por Gabrielli, ele destacou três características da Bahia contemporânea que estão fomentando mudanças no Estado. A primeira delas é a alteração do mercado interno, motivada significativamente pelos programas federais de transferência de renda. A Bahia, destacou o secretário, recebe anualmente uma injeção direta de R$ 4 bilhões proveniente dessa fonte, dinheiro gasto notadamente no comércio e serviços, incrementando a economia local, principalmente nas pequenas e médias cidades. Apesar de 64% da população baiana ser considerada pobre, observa Gabrielli, na última década a fatia dos enquadrados como em estado de extrema pobreza reduziu de 39% para 17%.

Um segundo fator que influenciará no futuro do Estado é a infraestrutura logística. Aqui estão previstas obras estruturantes como a Fiol, investimentos na Hidrovia do Rio São Francisco, além de uma ferrovia que interligará Belo Horizonte (MG), Brumado, Feira de Santana, Baía de Aratu e Juazeiro, com uma extensão ao Estado de Sergipe.

O terceiro aspecto destacado por Gabrielli são os investimentos privados na Bahia, que já somam US$ 37 bilhões em protocolos de intenção assinados, com previsão de gerar 92 mil empregos até 2015. “O mais importante é que 60% desse montante não irá para a Região Metropolitana de Salvador, havendo uma dispersão geográfica, o que muda o perfil econômico do Estado”, pontuou o secretário. Energia eólica, mineração e papel e celulose são algumas das áreas que mais receberão investimentos.